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Esclerose Múltipla: conheça os sintomas mais comuns

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2017-08-30 14:00:08

 

Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, celebrado nesta quarta, 30, é momento de conhecimento da doença, que atinge cerca de 35 mil brasileiros. Dor ocular e perda de força são alguns dos sinais mais comuns.

 

Nesta quarta-feira, 30 de agosto, é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. Embora ainda seja desconhecida por muitos, a patologia acomete mais de 2,5 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, o número é de cerca de 35 mil portadores. De acordo com Liliana Russo, neurologista da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), as causas da doença ainda são desconhecidas. “Acredita-se que seja plurifatorial, uma soma de fatores ambientais e suscetibilidade genética, e não uma hereditariedade”, explica.

Segundo a profissional, a Esclerose Múltipla (EM) pode apresentar-se com sintomatologias diferentes em cada pessoa. “A mielina está presente em todo o sistema nervoso. Por isso, o sintoma clínico vai depender da região do sistema nervoso que teve a mielina lesada. A gama sintomática é muito grande e variável”, ressalta.

Liliana afirma que mais de 80 sintomas estão elencados como alertas para um possível diagnóstico, dentre os quais são bastante comuns a neurite óptica — sintoma em que o paciente apresenta a perda da acuidade visual de um único olho, que pode se manifestar pelo embaçamento ou até mesmo a perda total da visão — dor ocular, fadiga, dormência nos braços ou pernas, alterações na bexiga e no intestino, perda de força, desequilíbrio e visão dupla.

A EM atinge, principalmente, mulheres na faixa etária de 20 a 40 anos. Em razão do desconhecimento dos fatores causais da doença, o trabalho de prevenção fica bastante vulnerável, o que alerta para a necessidade de que as pessoas fiquem mais atentas aos grupos de riscos e na ocorrência de sintomas.

Tratamento

O tratamento tem abordagens diferentes. No momento inflamatório — também denominado surto, crise ou evento clínico — quando há presença de sintoma, o objetivo é minimizar a atividade sintomática, buscando evitar a ocorrência de sequelas decorrentes dela, a exemplo das relacionadas à mobilidade do paciente, como a espasticidade (quando ocorre um aumento do tônus muscular no momento da contração muscular) e a perda de força muscular. “No momento do surto, usa-se a abordagem terapêutica aguda, que é a medicação anti-inflamatória, geralmente à base de corticoides, a pulsoterapia”, explica a médica.

Passado o evento, a abordagem é preventiva, com o objetivo de tentar evitar que novas crises aconteçam, com outras sintomatologias. “A finalidade da medicação é diminuir a atividade inflamatória e com isso diminuir os surtos e o acúmulo de incapacitações e lesões no decorrer do tempo”, afirma.

O neurologista define o diagnóstico, mas o acompanhamento deve ser multiespecialidade e multiprofissional, em razão da pluralidade de sintomas que o indivíduo pode apresentar. “[O paciente] precisa de um suporte psicoterápico ou, se ele tiver alguma dificuldade motora, um suporte fisioterápico. Outros profissionais também. Urologista, por exemplo, se houver disfunção urinária e fisiatra, para avaliar melhor o condicionamento físico”, destaca.

O acompanhamento de diferentes especialistas confere maior qualidade de vida e conhecimento acerca da Esclerose Múltipla, além de auxiliar na superação de eventuais incapacidades físicas e na manutenção da independência do paciente.