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Entenda o que aconteceu com a Kolynos

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Creme dental era uma das marcas líderes em vendas de HPC nas farmácias até os anos 1990

 

 

Há marcas que são icônicas e a Kolynos certamente figura nessa lista. O creme dental que disputava a liderança do ranking de vendas de HPC até os anos 1990 era presença cativa na cesta de consumo dos brasileiros. A marca deixou saudades, mas repentinamente saiu das gôndolas para nunca mais voltar.

De acordo com informações da Exame, a pasta da fabricante homônima foi desenvolvida nos Estados Unidos a partir da promessa de ser mais eficaz contra as placas bacterianas. O produto chegou ao Brasil em 1917, nove anos após sua criação. Com sua caixa verde e amarela e gosto adocicado, logo conquistou o público e, em poucos anos, viabilizou a abertura de uma planta produtiva em São Paulo (SP).

O produto consolidou-se no setor de HPC ao apostar em vultosos investimentos em marketing, com jingles que marcaram época. Durante as décadas de 1980 e 1990, chegou a registrar market share superior a 50%. A Colgate-Palmolive, sua principal concorrente, registrava apenas 27%.

 

Rival foi responsável por sumiço da Kolynos

Os leitores mais novos e aqueles que desbloquearam uma memória com essa matéria já perceberam que essa dominância no mercado não se manteve até os dias atuais. A Kolynos deixou as gôndolas e prateleiras de todo o país em 1997, quando sua concorrente direta oficializou a compra da marca por US$ 1,04 bilhão (aproximadamente R$ 20,3 bilhões quando considerada a inflação).

A aquisição chamou a atenção do CADE, que, para evitar a criação de um monopólio no país, determinou a retirada do produto do mercado. Sem alternativa, a Colgate descontinuou a Kolynos e lançou a Sorriso em 1998, com um design similar e a promessa de que a fórmula era a mesma. Mas muitos consumidores não aceitaram a substituição.

 

 

 

 

“A estratégia de trocar nomes é quase sempre perigosa, pois o cliente tem uma relação emocional com as marcas”, comenta o consultor de branding e marketing Marcos Bedendo. O especialista, porém, pondera ao afirmar que a globalização das empresas torna as mudanças necessárias até por fatores econômicos. “É mais fácil e mais eficiente concentrar as marcas. Isso diminui gastos com publicidade, embalagens e com a gestão da própria marca”, argumentou em entrevista ao portal UOL.

 

Creme dental deixou saudade nos brasileiros

Apesar de estar fora de circulação no país há quase 30 anos, a marca segue no imaginário da população, que frequentemente a cita em fóruns e discussões nas redes sociais. Sua presença também é garantida em sites especializados em importação, que vendem unidades vindas da Argentina, Paraguai ou Uruguai por valores até três vezes maiores do que os das opções atualmente disponíveis no Brasil.

 

 

 

Fonte: Panorama Farmacêutico
Foto: Reprodução