A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comunicou a retirada de cinco produtos do mercado brasileiro, entre suplementos alimentares e medicamentos.
A decisão, oficializada por meio do Diário Oficial da União, faz parte das ações de fiscalização contínua da autarquia para reduzir riscos à saúde da população e coibir irregularidades em itens amplamente consumidos.
Segundo a Anvisa, foram detectados problemas relacionados tanto ao registro quanto à composição de alguns produtos, incluindo suplementos à base de creatina e medicamentos analgésicos que exigem controle rigoroso na fabricação e distribuição.
Medicamento com codeína entra na lista de recolhimento
Entre os casos que mais chamaram atenção está o do Paracetamol associado ao Fosfato de Codeína, produzido pela Geolab Indústria Farmacêutica S/A. Lotes fabricados a partir de janeiro de 2025 apresentaram inconsistências na dosagem de codeína, substância opioide que, quando fora do padrão, pode provocar efeitos adversos relevantes.
As variações identificadas ficaram entre 1,9% e 2,66% em relação à quantidade declarada no rótulo. Diante desse cenário, a própria fabricante iniciou o recolhimento voluntário dos lotes afetados, após notificação da autoridade sanitária.

Quais apresentações foram afetadas
O recolhimento envolve diferentes versões do medicamento, tanto em embalagens comerciais quanto hospitalares, nas dosagens de 7,5 mg e 30 mg de fosfato de codeína associadas ao paracetamol. A recomendação é que pacientes e unidades de saúde confiram o número do lote antes do uso e procurem orientação médica caso já tenham feito uso do produto.
Fiscalização e proteção ao consumidor
A Anvisa reforçou que medidas como essa são essenciais para garantir que medicamentos e suplementos disponíveis no mercado atendam aos critérios de qualidade, segurança e eficácia. Produtos que não cumprem essas exigências representam risco potencial à saúde coletiva.
A orientação ao consumidor é sempre verificar a procedência dos itens adquiridos, seguir corretamente as prescrições médicas e acompanhar comunicados oficiais sobre recolhimentos. A atuação preventiva da agência busca evitar danos maiores e manter a confiança no sistema de vigilância sanitária do país.





