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As principais patentes que vão expirar em 2026

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Grupo bilionário de medicamentos dará espaço para versões genéricas e similares.

 

O ano de 2026 será marcado na indústria farmacêutica pela expiração das patentes de diversos medicamentos. No Brasil, o caso mais emblemático é o fim da exclusividade do Ozempic (semaglutida), medicamento para diabetes da Novo Nordisk. A proteção termina em março, após decisão do STJ que negou prorrogação à farmacêutica, abrindo caminho para a chegada de genéricos mais acessíveis no mercado.

 

Segundo análise da GlobalData, entre os produtos com proteções próximas do vencimento estão, em sua maioria, os biológicos e pequenas moléculas com múltiplas indicações terapêuticas, o que os torna especialmente vulneráveis à concorrência.

 

A oncologia aparece como uma das áreas mais afetadas. Medicamentos bilionários como o Keytruda, da MSD, e o Darzalex/Faspro, da Johnson & Johnson, devem perder a exclusividade nos Estados Unidos em 2028 e 2029 respectivamente. Apesar de continuarem entre os fármacos mais vendidos até 2030, a expectativa é de queda nas receitas à medida que novos concorrentes entram no mercado, em um fenômeno conhecido como “abismo de patentes”.

 

Segundo George El-Helou, analista de Inteligência Estratégica da GlobalData, mais da metade das 15 maiores farmacêuticas do mundo enfrentará desafios relevantes com o fim do ciclo de patentes. “O volume de receita em risco é significativo, o que obriga as empresas a depender cada vez mais da solidez de seus pipelines e de ativos de nova geração para compensar as perdas e manter a competitividade”, afirma.Para reduzir os impactos da perda de exclusividade, as companhias têm intensificado estratégias de gestão do ciclo de vida dos produtos, como aprimoramentos de formulação, ampliação de indicações em bula e o desenvolvimento de terapias de nova geração.

 

De acordo com o portal Genetic Engineering & Biotechnology News (GEN), até 2029, 27 medicamentos que movimentam ao todo US$ 199,574 bilhões (R$ 1,105 trilhões) anualmente nos Estados Uniodos devem perder exclusividade.

 

 

Confira as patentes que devem expirar nos próximos anos
 
2026

Januvia (sitagliptina)
Fabricante: MSD
Tratamento: Diabetes
Receita: US$ 2,255 bilhões (R$ 12,49 bilhões)

 

Xeljanz (tofacitinibe)
Fabricanre: Pfizer 
Tratamento: Doenças inflamatórias e autoimunes
Receita: US$ 1,618 bilhão (R$ 8,96 bilhões)

 

Janumet e Janumet XR (sitagliptina e cloridrato de metformina)
Fabricante: MSD
Tratamento: Diabetes
Receita: US$ 1,433 bilhão (R$ 7,94 bilhões)

 

Farxiga (dapagliflozina)
Fabricante: AstraZeneca
Tratamento: Doença renal crônica (DRC), insuficiência cardíaca com sintomas e diabetes tipo 2
Receita: US$ 7,656 bilhões (R$ 42,39 bilhões)
OBS: No Brasil, o medicamento tem o nome comercial de Forxiga

 

Prevnar e Prevnar 13
Fabricante: Pfizer
Tratamento: vacinas pneumocócicas
Receita: US$ 6,411 bilhões (R$ 35,52 bilhões)

 

Revlimid (lenalidomida)
Fabricante: BMS
Tratamento: Câncer do sangue
Receita: US$ 5,773 bilhões (R$ 31,99 bilhões)

 

Lenvima (lenvatinibe)
Fabricante: Eisai e MSD
Tratamento: Diversos tipos de câncer
Receita: US$ 2,971 bilhões (R$ 16,45 bilhões)

 

Bridion (sugamadex sódico)
Fabricante: MSD
Tratamento: Reversão do bloqueio neuromuscular
Receita: US$ 1,764 bilhões (R$ 9,77 bilhões)

 

2027

Eylea e Eylea HD (aflibercepte)
Fabricante: Regeneron e Bayer
Tratamento: Doenças graves da retina 
Receita: US$ 13,386 bilhões (R$ 74,17 bilhões)

 

Ocrevus (ocrelizumabe)
Fabricante: Roche
Tratamento: Esclerose múltipla
Receita: US$ 8,419 bilhões (R$ 46,63 bilhões)

 

Xtandi (enzalutamida)
Fabricante: Astellas e Pfizer
Tratamento: Câncer de próstata
Receita: US$ 7,925 bilhões (R$ 43,9 bilhões)

 

Trulicity (dulaglutida)
Fabricante: Eli Lilly
Tratamento: Diabetes
Receita: US$ 5,254 bilhões (R$ 29,1 bilhões)

 

Lynparza (olaparibe)
Fabricante: AstraZeneca e MSD
Tratamento: Vários tipos de câncer
Receita: US$ 4,383 bilhões (R$ 24,3 bilhões)

 

Ibrance (palbociclibe)
Fabricante: Pfizer 
Tratamento: Câncer de mama avançado ou metastático
Receita: US$ 6,393 bilhões (R$ 35,42 bilhões)

 

2028

Keytruda (pembrolizumabe)
Fabricante: MSD
Tratamento: diversos tipos de câncer
Receita: US$ 29,482 bilhões (R$ 163,4 bilhões)

 

Eliquis (apixabana)
Fabricante: BMS e Pfizer
Tratamento: Anticoagulante
Receita: US$ 20,669 bilhões (R$ 114,6 bilhões)

 

Opdivo (nivolumabe)
Fabricante: BMS
Tratamento: Diversos tipos de câncer
Receita: US$ 9,304 bilhões (R$ 51,6 bilhões)

 

Gardasil
Fabricante: MSD
Tratamento: Vacina para HPV
Receita: US$ 8,583 bilhões (R$ 47,5 bilhões)

 

Jakafi e Jakavi (ruxolitinibe)
Fabricante: Incyte e Novartis
Tratamento: doenças do sangue
Receita: US$ 4,728 bilhões (R$ 26,2 bilhões)

 

Enbrel (etanercept)
Fabricante: Amgen e Pfizer 
Tratamento: Doenças inflamatórias crônicas
Receita: US$ 5,386 bilhões (R$ 29,84 bilhões)

 

2029

Jardiance (empagliflozina) 
Fabricante: Boehringer Ingelhein e Eli Lilly
Tratamento: Diabetes
Receita: US$13,037 bilhões (R$ 72,2 bilhões)

 

Darzalex (daratumumabe)
Fabricante: Johnson & Johnson
Tratamento: Mielima míltiplo
Receita: US$ 11,670 bilhões (R$ 64,7 bilhões)

 

Consetyx (secuquinumabe)
Fabricante: Novartis
Tratamento: Doenças inflamatórias crônicas
Receita: US$ 6,141 bilhões (R$ 34,0 bilhões)

 

Shingrix
Fabricante: GSK
Tratamento: Vacina para herpes zóster
Receita: US$ 4,497 bilhões (R$ 24,9 bilhões)

 

Ofev (nintedanibe)
Fabricante: Boehringer Ingelhein
Tratamento: Fibrose pulmonar idiopática
Receita: US$ 4,359 bilhões (R$ 24,2 bilhões)

 

Repatha (evolocumabe)
Fabricante: Amgen 
TratamentoColesterol alto
Receita: US$ 3,574 bilhões (R$ 19,80 bilhões)

 

Genvoya (elvitegravir, cobicistat, emtricitabina e tenofovir alafenamida)
Fabricante: Gilead Sciences
Tratamento:  HIV
Receita: US$ 2,503 bilhões (R$ 13,87 bilhões)

 

Fonte: Panorama Farmacêutico
Foto: Reprodução