IVA Dual, Split Payment e tributação no destino: o que muda e como se preparar.
Se você acha que a Reforma Tributária é “coisa para o contador resolver depois”, você está cometendo o erro mais caro da história da sua empresa.
Em 2026, entramos na fase crítica da transição. O sistema tributário brasileiro deixará de ser um quebra-cabeça de burocracia para se tornar uma guerra de margens. Quem não recalcular seus custos agora, verá o lucro ser drenado por uma estrutura que pune a ineficiência.
Aqui está o que você, como gestor, precisa entender para não ser engolido:

1. O Fim da Cumulatividade: O Crédito é o seu Novo Ativo
Com a chegada do IVA Dual (IBS e CBS), o jogo vira. Agora, quase tudo o que sua empresa consome gera crédito tributário.
2. O Impacto Devastador no Setor de Serviços
Se a sua empresa é do setor de serviços, o alerta é vermelho. A alíquota padrão deve subir consideravelmente.
3. Cashflow em Risco: O imposto no destino
A tributação passará a ser no destino (onde o cliente está) e não mais na origem.
4. O “Split Payment”: O Governo no seu Caixa em Tempo Real
Esta é a maior mudança tecnológica. Com o Split Payment, o valor do imposto será retido no exato momento da liquidação financeira da venda.
Conclusão: O Contador virou Estrategista (ou deveria ter virado)
A Reforma Tributária de 2026 vai separar as empresas em dois grupos: as que têm assessoria financeira de elite e as que apenas “pagam boleto”.
O sistema será mais simples, mas muito mais implacável. Não há mais espaço para manobras de última hora. Ou você tem um modelo de negócios validado sob a nova ótica tributária, ou sua operação se tornará economicamente inviável da noite para o dia.
A pergunta não é o quanto você vai pagar de imposto, mas sim: o seu modelo de negócio sobrevive à nova realidade do caixa?





