Ambas causam muita sede e urina em excesso, mas só uma envolve glicose alta no sangue. Entenda a diferença que confunde pacientes até hoje.
Quem recebe o diagnóstico de diabetes costuma associar imediatamente a palavra à glicose alta, insulina e alimentação.
No entanto, existe outra condição chamada diabetes insipidus, que não envolve açúcar no sangue e nem alterações na insulina.
Essa confusão não acontece por acaso.
Durante séculos, médicos classificaram doenças a partir do que conseguiam observar.
Nesse contexto, um sinal chamava atenção nas duas condições: urinar em grande quantidade, muitas vezes acompanhado de sede intensa.
Portanto, o nome “diabetes” surgiu antes mesmo de se entender o que causava cada doença.
O que significa, afinal, diabetes mellitus?
O termo diabetes mellitus vem do grego e do latim.
“Diabetes” significa “passar através”, uma referência ao volume elevado de urina.
“Mellitus” deriva de mel, que significa mel.
Na prática, o nome descreve um achado clínico marcante: urina com presença de açúcar.
Isso acontece porque, no diabetes mellitus, a glicose se acumula no sangue.
Quando esse excesso ultrapassa a capacidade dos rins, o açúcar passa a ser eliminado pela urina.
Além disso, o diabetes mellitus está diretamente ligado à insulina, seja pela falta do hormônio ou pela dificuldade do corpo em utilizá-lo corretamente.
É nesse grupo que estão o diabetes tipo 1, o tipo 2, o gestacional e outros tipos menos comuns.

E o diabetes insipidus, por que também se chama diabetes?
Já no diabetes insipidus, o problema não está na glicose.
Aqui, a palavra “insipidus” significa “sem sabor” ou “diluído”.
Ou seja, a urina é abundante, mas não contém açúcar.
O que falha nesse caso é a ação do hormônio antidiurético (ADH), responsável por ajudar os rins a reter água.
Como consequência, o organismo perde grandes volumes de líquido, levando a sede constante e urina muito clara.
Enquanto isso, a glicemia permanece normal, o que costuma atrasar o diagnóstico em muitos casos.
O sintoma é parecido, mas o impacto na vida é outro
Embora as duas condições causem sede excessiva e aumento do volume urinário, os caminhos do tratamento são completamente diferentes.
No diabetes mellitus, o foco está no controle da glicose, no uso de medicamentos e na mudança de hábitos.
Por outro lado, no diabetes insipidus, o tratamento envolve corrigir a ação hormonal e evitar a desidratação.
Nesse contexto, entender essa diferença não é apenas curiosidade médica.
Ela evita confusões, diagnósticos equivocados e expectativas erradas sobre tratamento e rotina.
Por que isso importa para quem convive com diabetes?
Muitas pessoas ainda acreditam que todo diabetes é igual.
No entanto, compreender o significado do nome ajuda a entender o que realmente está em jogo no diabetes mellitus: o equilíbrio da glicose no sangue.
Além disso, informação clara reduz estigmas, melhora a comunicação com profissionais de saúde e fortalece o autocuidado.





