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Polícia apreende R$ 1 milhão em “chips da beleza” e hormônios injetáveis irregulares em SC

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Quatro locais ligados a uma farmácia de manipulação na região continual de Florianópolis foram fechados; polícia diz que empresa distribuía medicamentos para outros estados brasileiros.

 

Uma operação da Polícia Civil resultou na apreensão de cerca de R$ 1 milhão em medicamentos irregulares e no fechamento de quatro locais ligados a uma farmácia de manipulação na região continental de Florianópolis, na terça-feira (17). (veja fotos abaixo)

 

Na ação, foram encontrados medicamentos injetáveis “de alto valor”, segundo a polícia. Um dos produtos encontrados, por exemplo, foi os conhecidos “chips da beleza” — implantes hormonais que são inseridos no corpo com a promessa de melhorar a aparência, aumentar o desempenho físico e tratar sintomas como fadiga ou menopausa —, além de outras substâncias e hormônios injetáveis.

 

Nas fotos da operação divulgadas pela polícia, aparece o tadalafil, um medicamento inibidor indicado para o tratamento da disfunção erétil (impotência) e sintomas da hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata) em homens. Outro medicamento encontrado foi a oxandrolona, um esteroide anabolizante usado para ganhar peso e massa muscular ou tratar transtornos relacionados ao metabolismo.

 

A operação, denominada Operação Remédio Amargo, foi realizada em conjunto com fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Vigilância Sanitária Estadual.

 

 

Empresa distribuía medicamentos para outros estados brasileiros

De acordo com a polícia, a investigação teve início a partir de uma denúncia que apontava falhas graves no processo produtivo e irregularidades administrativas.

 

Com autorização judicial, equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços usados para produção, armazenamento e administração da empresa, que distribuía medicamentos em larga escala para diversos estados do país.

 

Diante das irregularidades e do risco à saúde pública, todos os locais vistoriados foram interditados pelas autoridades sanitárias. Os materiais apreendidos foram recolhidos no âmbito do inquérito policial e aguardam autorização judicial para a destruição, conforme a Polícia Civil.

 

A operação contou ainda com o apoio de peritos da Polícia Científica. As investigações seguem em andamento.

 

Fonte: NSC
Foto: Reprodução