Sincofarma SP

Roubos em Farmácias no Estado de São Paulo – 2025 e 2026

Compartilhe:

Facebook
LinkedIn
WhatsApp

Segundo o departamento jurídico do Sincofarma, através do nosso advogado Dr. Rafael Espinhel, o ano de 2025 consolidou um impacto econômico relevante decorrente de crimes patrimoniais no varejo farmacêutico paulista.

 

Análise Econômica Setorial

Levantamento divulgado pela Abrafarma, com base nas nove maiores redes atuantes no estado de São Paulo, registrou 3.838 ocorrências de roubo e furto ao longo do ano, resultando na subtração de 58.898 unidades de medicamentos de alto valor agregado, especialmente da classe das canetas emagrecedoras (GLP-1). O prejuízo estimado alcançou aproximadamente R$ 68,97 milhões.

Do ponto de vista econômico, os números revelam um prejuízo médio aproximado de R$ 17,9 mil por ocorrência, além de uma média de 15 unidades subtraídas por evento criminoso. Considerando que o levantamento contempla apenas grandes redes, o impacto total no varejo farmacêutico paulista — incluindo farmácias independentes — tende a ser superior ao montante divulgado.

 

 

Em termos operacionais, a média de 11 ocorrências por dia em 2025, sendo cerca de sete concentradas na capital paulista, evidencia não apenas frequência elevada, mas também concentração territorial do risco.

Para 2026, os dados oficiais disponíveis da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo indicam que o cenário macro de criminalidade patrimonial apresentou retração no início do ano. Em janeiro de 2026, foram registrados aproximadamente 12.100 roubos em geral no Estado e 7.419 na capital, representando redução entre 19% e 24% em comparação com janeiro de 2025.

 

 

Ainda não há, até o momento, consolidação oficial segmentada por tipo de estabelecimento (farmácia/drogaria) para o acumulado de 2026. Entretanto, a redução nos indicadores gerais sugere possível arrefecimento do ambiente macro de risco patrimonial, o que poderá influenciar o comportamento do setor ao longo do ano, relata o assessor jurídico do Sincofarma, Rafael Espinhel.

Sob a ótica econômica, os dados de 2025 demonstram que medicamentos de alto valor unitário representam um ativo de elevada liquidez no mercado ilícito, o que amplia a exposição do varejo farmacêutico a perdas financeiras diretas, custos indiretos (segurança, seguro, reforço de infraestrutura) e impactos sobre precificação e reposição de estoque.

Mesmo diante da tendência de queda observada nos dados gerais de 2026, o histórico recente indica que o segmento farmacêutico permanece estruturalmente vulnerável, sobretudo em regiões de maior densidade urbana e concentração comercial

 

Fonte: Sincofarma SP
Foto: Reprodução