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Sem necessidade de reposição hormonal: novo medicamento avaliado pela Anvisa pode ampliar tratamento da menopausa

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Opção pode beneficiar mulheres com contraindicação à reposição hormonal.

 

Uma nova terapia medicamentosa não hormonal para tratar sintomas da menopausa pode chegar ao Brasil. O medicamento, já utilizado em outros países, está em análise pela Anvisa e pode beneficiar mulheres que não podem fazer reposição hormonal.

 

A menopausa é um evento fisiológico da mulher. Os sintomas mais comuns são os chamados vasomotores, como ondas de calor, fogachos e sudorese. Também são frequentes alterações de sono e de humor, que podem começar três a quatro anos antes da menopausa e se estender por sete a dez anos. Há ainda a síndrome geniturinária da menopausa, além de impactos no sistema cardiovascular e, em fases mais tardias, no metabolismo ósseo.

 

 

Como funciona e para quem é indicado

A terapia hormonal segue sendo importante em muitos casos, especialmente para sintomas moderados a intensos, além de situações como insuficiência ovariana prematura e alterações ósseas.

 

A nova medicação tem como base o fezolinetanto, que atua bloqueando receptores de neurocinina 3 no hipotálamo, região responsável pelo controle da temperatura corporal. No núcleo arqueado, há neurônios que coexpressam kisspeptina, neurocinina B e dinorfina. O estrogênio estabiliza esse sistema, mas sua queda provoca instabilidade, associada aos fogachos e à sudorese.

 

O medicamento é indicado para mulheres com sintomas vasomotores e também para aquelas que têm contraindicação à terapia hormonal. Entre as restrições estão casos de hipersensibilidade à substância e doenças hepáticas, como cirrose.

 

Sobre a análise da Anvisa, o processo segue etapas regulatórias necessárias para o registro de medicamentos no país.

 

O aumento da longevidade feminina amplia o número de mulheres que passam pela menopausa e enfrentam esses sintomas. Nesse cenário, a ampliação das opções terapêuticas ganha relevância.

 

Além do uso de medicamentos, a orientação é que mudanças no estilo de vida também sejam consideradas. A escolha do tratamento deve ser individualizada e feita com acompanhamento médico.

 

Fonte: Jornal Fórum
Foto: Reprodução