Farmacêutica americana criadora do analgésico OxyContin aceitou acordo judicial durante audiência nesta terça, 28. Laboratório promoveu medicamento ocultando deliberadamente seu alto potencial viciante.
A farmacêutica americana Purdue Pharma foi condenada a pagar US$ 8 bilhões após aceitar um acordo judicial e se declarar culpada de dar início à crise dos opioides nos Estados Unidos. A sentença foi proferida nesta terça-feira, 28.
O laboratório e a família Sackler, seus proprietários, foram acusados de promover o analgésico OxyContin ocultando deliberadamente o alto potencial viciante do medicamento, além de pagar propinas a médicos para que o prescrevessem, gerando bilhões de dólares em lucros.
A Purdue Pharma será dissolvida na próxima sexta, 1º, e uma nova empresa independente chamada Knoa Pharma assumirá os ativos e expertise da antecessora com a missão de combater a “crise dos opioides”.

Durante a audiência, de mais de seis horas, foram ouvidas vítimas e familiares. A juíza responsável pelo caso pediu desculpas em nome do governo dos EUA, que “falhou” em proteger o público das práticas “gananciosas” da farmacêutica, cuja “estratégia era comparável à de uma organização criminosa”.
Vítimas presentes no tribunal pediam pela rejeição do acordo e para que a família Sackler fosse acusada criminalmente; a sentença, no entanto, não previu punições individuais.
Segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), quase 727 mil pessoas morreram nos Estados Unidos entre 1999 e 2022 devido a overdoses relacionadas a opioides, sejam eles prescritos ou consumidos ilegalmente. /AFP e AP





