Reciclaneta, da Novo Nordisk®, fabricante do Ozempic, quer evitar descarte irregular e reaproveita plástico usado no medicamento injetável.
O uso de canetas emagrecedoras explodiu no Brasil.
No mês passado, uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva mostrou que 62% dos brasileiros afirmam conhecer alguém que fez, ou ainda faz, uso destes medicamentos injetáveis destinados ao tratamento de diabetes e obesidade. Em 1 a cada 3 domicílios (33%), os entrevistados relataram ter ao menos um morador que usou ou ainda usa os remédios.
Só no ano passado, a compra de produtos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro somou cerca de R$ 9 bilhões em importações. Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, foram vendidas mais de 6,6 milhões de unidades desses medicamentos.
E, de que forma estas milhões de canetas estão sendo descartadas? Irregularmente, em sua maioria.

Canetas não devem ir ao lixo
Como qualquer medicamento, elas não podem ser jogadas em lixo comum, pois não devem ser manuseadas por profissionais de limpeza e muito menos ir para um aterro sanitário, pois têm alto potencial de contaminação ambiental.
A Novo Nordisk®, que fabrica diversos tipos de canetas, incluindo a famosa Ozempic, tem o programa Reciclaneta, que recolhe este material e dá um novo destino ao plástico utilizado. A empresa anunciou recentemente que está expandindo o programa, que faz parte das iniciativas para reduzir seu impacto ambiental.
Para participar, é importante retirar as agulhas (que não podem ser reaproveitadas), e devolver as canetas usadas em algum ponto de recolhimento – em geral, nas principais farmácias das redes Drogaria São Paulo e Pague Menos das cidades.
Saiba aqui os principais pontos de coleta do Reciclaneta.
Já a agulha usada deve ir a um coletor para perfurocortantes, que pode ser uma caixa específica também disponível em farmácias ou Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Lembre-se que o uso consciente de medicamentos também envolve responsabilidade do consumidor com seu descarte.





