Anvisa determina apreensão de medicamento falsificado para câncer de mama e toxina botulínica
Agência também proibiu propaganda irregular de produtos manipulados e vetou a venda de itens de cannabis sem registro
Fonte: Anvisa · 21/09/2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (21/9), a apreensão de um lote falsificado do medicamento Phesgo, utilizado no tratamento de câncer de mama. A medida está prevista na Resolução RE nº 3.717/2026, publicada no Diário Oficial da União.
⚠️ Phesgo — lote falsificado identificado
A Roche, detentora do registro do medicamento, comunicou a identificação, no mercado, de unidades com características divergentes do produto original. A restrição atinge as unidades com data de fabricação 06/2025 do lote B5011B05, que não podem ser armazenadas, vendidas, exportadas, importadas ou utilizadas.
Toxina botulínica também falsificada
A Beaufour Ipsen, detentora do registro do Dysport (toxina botulínica tipo A) 500 U, comunicou à Anvisa a identificação de lotes falsificados do produto — a empresa não reconhece como legítimos os lotes indicados abaixo.
⚠️ Dysport — lotes não reconhecidos pelo fabricante
P08191 (validade 04/2029) · P08192 (validade 05/2029) · P22368 (validade 02/2029)
Além da apreensão das unidades, foi determinada a proibição de venda, distribuição e uso dos produtos.
Propaganda irregular de manipulados
A resolução também suspendeu a propaganda irregular, na internet, de diversos produtos manipulados pela empresa Queen Pharma Aesthetic Ltda. A Farmácia Malheiro Ltda. também teve suspensas as propagandas de medicamentos manipulados vendidos em seu site.
Alguns dos itens com propaganda suspensa (Queen Pharma)
- Lidocaína 2% sem vasoconstritor
- Desinflame
- Morusil Slim+
- Hepato Detox
- Metabolismo Power
- Muscledefin
- Hialuronidase 3000 UTR
- Boom de Colágeno
- Cellu Slim / Soft Lipo / Lipo Slim
- Skinbooster
- Melasma
Produtos de cannabis sem registro
Por fim, a Anvisa proibiu a divulgação de venda de todos os produtos de cannabis fabricados por empresa desconhecida e anunciados em site e redes sociais, sem registro ou autorização junto à agência.
Medicamentos falsificados não têm garantia de composição, dosagem ou esterilidade — o uso pode não produzir o efeito terapêutico esperado e ainda representar risco grave à saúde do paciente.
O caso reforça a importância de adquirir medicamentos e produtos injetáveis — especialmente os de alto custo e uso hospitalar ou estético, como oncológicos e toxina botulínica — exclusivamente de distribuidores regularizados e com nota fiscal, conferindo lote e procedência antes da dispensação.
Dúvidas sobre conformidade regulatória no seu estabelecimento?
Casos de falsificação exigem atenção redobrada na conferência de lotes e fornecedores. O Sincofarma/SP oferece suporte especializado em Assuntos Regulatórios, com orientação prática e ágil sobre exigências sanitárias do setor.
Fale com o Departamento de Assuntos Regulatórios do Sincofarma/SP
Matéria baseada em comunicado oficial da Anvisa, publicado em 21/09/2026. Leia a íntegra em gov.br/anvisa.





