Analgésicos todo dia: saiba quando a solução para dor vira o problema
Uso contínuo de remédios para dor pode esconder a causa real do problema e atrasar o tratamento correto
Fonte: CNN Brasil · 11/10/2026
Tomar analgésico de vez em quando alivia a dor. O alerta surge quando o remédio deixa de ser um alívio momentâneo e se torna um recurso permanente. Segundo reportagem da CNN Brasil, o uso contínuo pode mascarar a causa real do problema e atrasar o tratamento adequado.
Quando acender o sinal de alerta
Se é preciso tomar remédio repetidamente para seguir a rotina, a causa da dor deve ser investigada.
O especialista em dor Lúcio Gusmão, fundador da Rede CADE, afirma que é comum ver no consultório pacientes que usam por conta própria analgésicos e anti-inflamatórios fortes. A reportagem cita paracetamol e dipirona entre os analgésicos comuns, e a morfina como exemplo de opioide.
Risco de dependência
De acordo com o especialista, a dependência não depende apenas de um uso curto. Ela varia conforme o tipo de medicamento, a duração do uso, a dose, a genética, a disciplina do paciente e o contexto da dor.
O que mostra o estudo citado
- Pesquisa publicada na revista Addiction analisou 4,3 milhões de pessoas com dor crônica não oncológica tratadas com opioides.
- 9,3% desenvolveram dependência ou transtorno pelo uso da medicação.
- Quase 30% apresentaram sinais e sintomas dessas condições.
Como tratar a dor crônica
Não há uma solução única. Dependendo do caso, a prioridade pode ser cirurgia, fortalecimento muscular com exercícios, ajuste do sono ou cuidado com a saúde mental. O tratamento deve envolver equipe multiprofissional, com fisioterapeutas, psicólogos e profissionais de educação física, e o aspecto emocional pesa, já que o sofrimento crônico costuma desmotivar o paciente.
Para quem já usa opioides ou medicamentos fortes por conta própria, o médico descreve um protocolo de desmame, com retirada gradual do remédio e outras estratégias de controle da dor durante o processo. O especialista também aponta a cannabis medicinal como alternativa com menor nível de dependência e menos efeitos colaterais, que deve ser avaliada pelo médico.
A reportagem não aborda limites de dose, riscos específicos para fígado, rins e estômago, nem a cefaleia por uso excessivo de analgésicos. Quem usa analgésicos com frequência deve procurar avaliação médica, e não aumentar a dose ou trocar de medicamento por conta própria.
Matéria baseada em reportagem da CNN Brasil, publicada em 11/10/2026. As informações não substituem a avaliação médica.





