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Reajuste de medicamentos deve variar entre 2,5% a 5%

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Aumento previsto para 2025 pode ficar abaixo da inflação pela primeira vez em sete anos

 

 

Segundo estimativas de instituições financeiras, o reajuste de medicamentos deve ficar entre 2,5% a 5%, a depender da competitividade do remédio. A média prevista é de 3,8%. As informações são do Valor Econômico.

Assinam a previsão bancos como BTG, Citi, Godman Sachs, Itaú BBA e XP. Caso seja confirmada, a taxa para o aumento atingirá duas marcas preocupantes para o mercado farmacêutico.

Em primeiro lugar, esse seria o menor reajuste aprovado de 2018 para cá. Além disso, seria também a primeira vez em sete anos que o índice fica abaixo da inflação.

 

 

Previsão do reajuste de medicamentos vem após divulgação do Fator Y 

Conforme divulgado pelo Ministério da Fazenda na última segunda-feira, dia 17, o Fator Y ficou em zero. O indicador é o ajuste de preços entre o setor farmacêutico e os demais setores da economia, sendo calculado com base nos custos não recuperados pelo IPCA. Esse índice faz parte do cálculo que define o reajuste.

Anteriormente, o mercado projetava um aumento de 4% para os medicamentos, mas, com o Fator Y fechando em zero, o que não foi previsto pelos especialistas, a situação mudou.

O cálculo do reajuste é feito da seguinte forma: IPCA – Fator X + Fator Y + Fator Z. Até o momento, apenas o Y (0) e X (2,459%) foram divulgados, já o Z diz respeito ao ajuste de preços relativos intrassetores. Vale destaque que o Fator Y seguirá zerado para 2026.

 

Reajuste deve acontecer em três níveis pela primeira vez desde 2021 

Como o Fator X foi positivo, ou seja, houve um ganho de produtividade no mercado farmacêutico, pela primeira vez em quatro anos, o reajuste dos medicamentos acontecerá em três níveis diferentes.

O primeiro nível é composto por remédios de alta competitividade, como os genéricos. Para essa categoria, o repasse previsto é de 5%, em linha com o IPCA.

Já o nível dois concentra fármacos de média competitividade, com reajuste previsto em 3,8%. O terceiro nível são os de baixa competitividade e terão um aumento na casa dos 2,5%.

 

 

 

 

Bolsa de valores deve ser afetada

Com o reajuste abaixo das expectativas, as redes de farmácias de capital aberto devem sentir no bolso o impacto. Isso porque, tradicionalmente, há uma melhora na lucratividade imediata no segundo trimestre, diretamente ligada às estratégias de compras em pré-alta.

Mas os analistas financeiros não param por aí. Em seu ponto de vista, companhias de outros segmentos, como a indústria e a distribuição, também podem sair perdendo. Isso porque essas empresas mantêm contratos vinculados ao índice CMED.

 

 

Reajuste de medicamentos abaixo da inflação já era previsto 

Em janeiro, as estimativas do Valor Econômico, replicadas pelo Panorama Farmacêutico, já apontavam que o reajuste dos medicamentos poderia ficar abaixo da inflação. As projeções dos bancos na época eram mais otimistas, 4%, mas já representavam o menor repasse desde 2018, quando o percentual foi de 2,8%.

 

 

 

Fonte: Panorama Farmacêutico
Fonte: Freepik