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Nota do Sincofarma sobre a Redução de Jornada e Escala de Trabalho

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Sincofarma/SP alerta para os riscos de mudanças amplas e impostas, sem considerar a realidade dos setores produtivos e a sustentabilidade das empresas.

 

A proposta de redução da jornada de trabalho, com a possível transição do regime de 44 horas semanais em escala 6×1 para modelos como 40 horas em 5×2 ou até 36 horas em 4×3, exige uma análise técnica séria e responsável.

 

Para o Sincofarma/SP, o tema é complexo e não pode ser tratado de forma genérica. Mais do que alterar escalas, essa discussão impacta diretamente o custo do trabalho, a manutenção dos empregos, a produtividade e o equilíbrio econômico das empresas.

 

Negociação coletiva já é o caminho adequado

O Sincofarma/SP entende que a legislação atual já prevê mecanismos para ajustes de jornada de forma gradual, setorial e sustentável, por meio das negociações coletivas. Por isso, uma mudança ampla e imposta nas relações de trabalho se mostra desnecessária e potencialmente prejudicial.

 

O impacto no setor pode ser severo

No varejo farmacêutico, os efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis. Trata-se de um setor essencial, ligado à saúde, com funcionamento contínuo, diferentes escalas de trabalho e regras específicas, como o tabelamento de preços máximos ao consumidor.

 

Segundo cálculos da FecomércioSP, a redução da jornada sem compensação salarial pode elevar em 22% o custo da hora trabalhada, pressionando fortemente as operações, especialmente das empresas que já atuam com margens limitadas.

 

 

Micro, pequenas e médias empresas serão as mais afetadas

Sem contrapartidas, como a desoneração de encargos trabalhistas e sociais, uma mudança abrupta poderá atingir com mais força as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), que têm menos estrutura para absorver custos adicionais e, ainda assim, são fundamentais para a geração de empregos no país.

 

Defesa do equilíbrio e da sustentabilidade

Diante desse cenário, o Sincofarma/SP reforça que qualquer alteração sobre jornada e escala de trabalho deve respeitar as particularidades de cada setor e ser construída com diálogo, responsabilidade e segurança jurídica, preservando as empresas, os empregos e a continuidade de serviços essenciais à população.

 

Fonte: Sincofarma SP
Foto: Reprodução