Brasil cria o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp) até o fim de 2026.
Nova estrutura nacional vai enfrentar epidemias, surtos e emergências climáticas, sob governança da Fiocruz e vinculada ao Ministério da Saúde.
Fonte: Diário do Comércio · Foto: Reprodução
O Sistema Único de Saúde (SUS) se prepara para um novo modelo de resposta a crises sanitárias no país. Até o fim deste ano, o Brasil deve criar o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), uma estrutura nacional voltada ao enfrentamento de epidemias, surtos e outras emergências, incluindo eventos climáticos com impacto direto na saúde da população.
A proposta, em estudo há anos por especialistas de diferentes instituições, busca fortalecer a capacidade de resposta do país e evitar falhas de coordenação observadas durante a pandemia de covid-19. O novo centro será vinculado ao Ministério da Saúde, com governança sob responsabilidade da Fiocruz.
⚙ Como o Cbesp vai funcionar
• Funcionamento integrado ao SUS, seguindo diretrizes do Regulamento Sanitário Internacional (RSI)
• Instância permanente de vigilância, monitoramento de riscos e coordenação de respostas rápidas
• Atuação em rede, com participação de estados, municípios, universidades e instituições de pesquisa
• Articulação intersetorial com meio ambiente, agricultura, ciência, tecnologia, inovação e sociedade civil
O plano foi idealizado pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS). Segundo o diretor-presidente do instituto, Gerson Penna, a estrutura pretende consolidar uma política nacional de emergências em saúde pública, com ações coordenadas entre diferentes níveis de governo e instituições técnicas.
Financiamento e governança
💰 Como o centro será financiado
A previsão é de financiamento com recursos do Orçamento Geral da União, além de captação complementar por meio de convênios internacionais e geração de receitas próprias. A proposta estabelece que a criação do centro seja tratada como política de Estado, e não apenas de governo, garantindo continuidade institucional.
Pandemia expôs fragilidades do sistema
A criação da nova estrutura é defendida por especialistas como resposta direta às falhas observadas durante a pandemia de covid-19, especialmente nos campos de coordenação, comunicação e enfrentamento à desinformação. O centro deverá atuar também na melhoria da comunicação com a população e na organização de respostas mais rápidas e coordenadas em futuras crises sanitárias.
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