A cada 10 caixas de medicamentos vendidas no Brasil, quatro são genéricos
Aos 25 anos, a PróGenéricos aponta que os genéricos respondem por cerca de 40% das caixas vendidas no país, com economia estimada acima de R$ 434 bilhões aos consumidores e aposta crescente em biossimilares.
Fonte: Jornal Tribuna · 28/10/2026
Os medicamentos genéricos representam cerca de 40% das caixas vendidas no Brasil, e a economia gerada para os consumidores desde o início dos anos 2000 é estimada em mais de R$ 434 bilhões. Os números foram divulgados no aniversário de 25 anos da PróGenéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares), completados em 23 de outubro de 2026. Fundada em 2001, a entidade reúne 14 empresas, que representam cerca de 90% do mercado de genéricos e 20% do de biossimilares.
Vendas em 2025
Números do setor
- 2,9 bilhões de unidades de genéricos vendidas, ou 46,1% das 6,3 bilhões comercializadas, segundo o 9º Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico, da CMED;
- +34,78% nas vendas de genéricos em unidades entre 2021 e 2025, contra 19,01% do mercado total (IQVIA);
- Descontos médios de 70% em relação aos medicamentos de referência;
- Cerca de R$ 23 bilhões movimentados em 2025, alta nominal de 74,97% frente a 2021 (IQVIA).
Doenças crônicas
Nos 12 meses encerrados em setembro de 2026, foram vendidas 987,6 milhões de unidades de genéricos para seis grupos de tratamentos crônicos, 38,7% a mais que no mesmo período de 2022. A matéria detalha o crescimento em quatro categorias:
| Categoria | Crescimento |
|---|---|
| Colesterol | +70,43% |
| Antidepressivos | +61,82% |
| Diabetes | +47,80% |
| Hipertensão | +30,38% |
Segundo a reportagem, os genéricos cobrem mais de 90% das doenças prevalentes e respondem por 85% dos medicamentos do Programa Farmácia Popular. De janeiro a setembro de 2026, as vendas de genéricos cresceram 5,34% em unidades, enquanto o mercado farmacêutico total cresceu 2,04%.
O presidente-executivo da PróGenéricos, Tiago Moraes Vicente, atribui a expansão do setor à combinação de segurança regulatória, previsibilidade jurídica, diálogo com o poder público e concorrência.
Biossimilares
Usados em oncologia, reumatologia e no tratamento de doenças autoimunes, os biossimilares são a aposta de futuro do setor. O Brasil tem 106 registros na Anvisa, referentes a 22 princípios ativos, segundo a PróGenéricos. Nas empresas associadas, as unidades comercializadas passaram de 4.216 para 102.482 entre 2022 e 2026 (alta de 2.330%), e a participação no mercado de biossimilares subiu de 0,75% para 5,26%. A associação afirma que o segmento depende de ambiente regulatório estável, investimento em tecnologia, segurança jurídica e políticas que estimulem a concorrência.
Para as próximas décadas, a matéria aponta como desafios o envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e a maior demanda por tratamentos de alta complexidade.
O que a reportagem não esclarece
Os percentuais de participação dos genéricos variam no texto: cerca de 40% das caixas no panorama geral e 46,1% das unidades em 2025, sem explicar a diferença de critério. O subtítulo original menciona 2,3 bilhões de caixas em um ano, enquanto o corpo cita 2,9 bilhões de unidades, e a matéria não esclarece se são medidas ou períodos distintos. Os dados vêm da própria PróGenéricos, da CMED e da IQVIA, e a economia de R$ 434 bilhões é uma estimativa, sem metodologia detalhada.
Matéria baseada em reportagem do Jornal Tribuna, publicada em 28/10/2026 (autoria: Sarah Farias).





