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A importância da percepção do farmacêutico no atendimento ao idoso, em relação à “disfagia”

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2022-05-05 14:39:02

 

O farmacêutico precisa estar atento às manifestações do paciente considerando que sua orientação deverá ser assertiva para as recomendações necessárias, especialmente em contexto multidisciplinar.

 

Foto: Sincofarma/SP

 

Disfagia é a dificuldade de deglutição. Poderá ser classificada em como orofaríngea ou esofágica dependendo do local onde ocorre. Na disfagia orofaríngea, geralmente, os pacientes se queixam de dificuldade para iniciar a deglutição, regurgitação nasal e aspiração traqueal seguida de tosse e ocorrem em pacientes com doenças neurológicas (AVC, Parkinson, ELA, entre outras) ou musculares (miastenia, distrofia muscular, entre outras) que afetam a musculatura esquelética. Um dos fatores comprometedores da disfagia orofaríngea é que poderá ocorrer aspiração traqueal do que for ingerido, além das secreções orais, o que poderá levar ao desencadeamento de pneumonia aguda.

Alguns problemas de saúde que podem causar disfagia são derrame, doença do refluxo gastresofágico (DRGE), tumores e diabetes. Em alguns casos, problemas dentários, como próteses dentárias mal adaptadas ou dentes cariados, podem causar dificuldades de deglutição. Também é possível que uma pessoa desenvolva um distúrbio de deglutição como resultado do tratamento para outra doença, como a quimioterapia.

Podemos verificar a presença de disfagia em 20% dos pacientes diagnosticados com Doença de Parkinson e em 22% dos pacientes com esclerose lateral amiotrófica. Esse número pode aumentar de 25 a 70% nos acidentes vasculares. Uma das ferramentas utilizadas para a verificação da presença de disfagia é o preenchimento do formulário The Eating Assessment Tool (EAT-10) traz uma importante contribuição para a identificação do risco e de sintomas de disfagia, com consequente indicação precoce de intervenção multidisciplinar e acompanhamento clínico do tratamento. Assim, um escore de três pontos no questionário já é indicativo de risco de disfagia, e o paciente deve ser encaminhado para avaliação fonoaudiológica da deglutição. Existe equivalência cultural do EAT-10 para o português (do Brasil), sem a necessidade de modificação ou retirada de nenhuma questão do protocolo original.

 

Atendimento à disfagia

Com o envelhecimento, a disfagia é mais frequente basicamente pela ocorrência de duas situações concomitantes: a presbifagia (envelhecimento usual da biomecânica da deglutição) e as doenças mais prevalentes entre os mais idosos. Portanto, cerca de 25% dos idosos ativos, saudáveis e independentes já apresentam algum sintoma de alteração na deglutição, como dificuldade para engolir comprimidos, engasgos com saliva e líquidos. Já nos idosos frágeis, esse percentual varia de acordo com a doença, mas pode chegar a 70% dos pacientes. Portanto, o farmacêutico precisa estar atento às manifestações do paciente considerando que sua orientação deverá ser assertiva para as recomendações necessárias, especialmente em contexto multidisciplinar.

No primeiro contato com o paciente, devem ser colhidos dados como tempo de doença, horário preferível do paciente para realizar suas refeições, medicações em uso e seus respectivos horários e atividades diárias. Além de investigação detalhada da existência de sintomas e/ou sinais de disfagia, deve-se indagar se o paciente está sob um ou mais de um dos efeitos dos fármacos que estão sendo administrados. Tal medida é necessária para que o farmacêutico clínico possa fazer orientações e/ou encaminhamento à equipe multidisciplinar, a fim de distinguir a origem das alterações, além de propor cuidados farmacêuticos para amenizar o problema, principalmente, em relação à dificuldade de administração de medicamentos.

 

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Nota à imprensa

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