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Quem é a farmacêutica que se passou por médica em bairro nobre de SP

Farmacêutica que se passou por médica

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Falsária tem 37 anos, e se tornou influencer nas redes sociais convidando seguidores a conhecer “o mundo encantador da cannabis”, mas não tem autorização para prescrever medicamentos e exames.

 

O Fantástico exibiu o caso de uma mulher que foi flagrada exercendo a profissão de médica em São Paulo com o CRM de uma profissional que atua em Mairiporã, na Grande São Paulo. As duas possuem nomes praticamente idênticos: a médica se chama Marcela Gouvea Oliveira e é otorrinolaringologista. Já a falsa médica é Marcela Castro Gouveia, atuava na Zona Oeste da capital paulista como médica e também era influencer nas redes sociais, com mais de 85 mil seguidores.

 

Marcela Castro Gouveia é farmacêutica formada em 2008. Com a formação, ela tem autorização para realizar procedimentos estéticos como preenchimentos, agulhamento, laserterapia e botox. No entanto, ela prescrevia medicamentos e solicitava exames – algo que apenas médicos formados podem fazer.

 

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A falsa médica ainda buscava destaque na área de terapias a base de cannabis medicinal. Ela inclusive exibia nas redes sociais publicações onde convidava seus seguidores a conhecer o “mundo encantador da cannabis”.

 

Para o delegado do caso, Felipe Nakamura, a falsa médica tentou buscar mais credibilidade ao se pronunciar como médica mesmo sem formação.

 

“Eu acredito que é para dar mais credibilidade. Por ela ter muitos seguidores, já tem um público específico, a atuação como médica dá mais credibilidade”, diz o delegado.

 

Farmacêutica que se passou por médica
Farmacêutica que se passou por médica

 

Já a médica Marcela Gouvea Oliveira não entende o motivo da farmacêutica ter utilizado o seu registro.

 

“Eu não tenho ideia do que passou na cabeça dela para usar o meu CRM”, diz a otorrinolaringologista de Mairiporã (SP). “Eu penso isso, talvez ela gostaria de ser médica. Fiquei indignada. Mas raiva, raiva mesmo, eu não tive”, completa.

 

A defesa de Marcela disse, após a prisão, que “houve um equívoco nos carimbos recebidos, sem qualquer intenção de fraude”. Ela pagou fiança de R$ 50 mil e foi solta, e pode voltar a exercer suas funções como farmacêutica. O advogado dela, no entanto, disse após a soltura que não era mais o responsável pelo caso.

 

A reportagem não conseguiu contato com Marcela Castro Gouveia na residência onde ela mora, e nem no consultório onde ela atendia, no bairro de Perdizes, na Zona Oeste da capital paulista.

 

 

Foto: Reprodução
Fonte: G1