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Como as farmácias podem driblar a ruptura de medicamentos?

Ruptura de medicamentos

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A escassez de medicamentos – também chamada de ruptura – pode abaixar as vendas no canal farma.

 

Há alguns anos, as entidades do setor farmacêutico têm alertado sobre a falta de alguns medicamentos na farmácia por diversos motivos. Segundo o diretor secretário-geral do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Gustavo Pires, a escassez de medicamentos que se mantém até hoje ainda é um dos reflexos da pandemia da Covid-19. Afinal, a indústria ainda não conseguiu colocar em dia a produção dos fármacos e, por isso, mantém-se o déficit de importação de algumas matérias-primas essenciais para a fabricação.

 

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“A dificuldade maior é que o Brasil é totalmente dependente desses recursos que vêm de fora. Por aqui, a solução do problema passa pelo incremento da produção nacional, tanto da matéria-prima, quanto dos medicamentos; alternativas para o melhor planejamento de compras no serviço público, visando à manutenção dos estoques; e estratégias para um monitoramento mais eficiente dos estoques de medicamentos”, explica Pires. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi), o Brasil importa mais de 95% de todo princípio ativo utilizado na produção nacional de medicamentos, número inferior à produção interna na década de 80, que chegou a ser mais de 50%.

 

Ruptura de medicamentos
Ruptura de medicamentos

 

A guerra na Ucrânia e os recentes lockdowns em Xangai, na China, impactaram na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs). Para completar, o aumento do dólar, do combustível e da energia contribuiu para elevar o preço da matéria-prima.

 

O CEO da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, acredita que uma das principais estratégias para as 30 bandeiras da rede é a de reforçar a estrutura dos Centros de Distribuição (CDs) espalhados pelo Brasil. “Ao mesmo tempo, temos concentrado atenção em investimentos em tecnologias e na ciência de dados, de modo a permitir um conhecimento mais efetivo sobre a jornada do cliente nos pontos de venda (PDVs). Entendendo de fato as demandas do consumidor, podemos fazer uma análise preditiva do estoque e assegurar mais fluidez na operação logística”, explica o executivo.

 

Já o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), indica o que o farmacêutico pode fazer:

 

• Substituir por medicamento genérico ou similar intercambiável, quando possível.

• Sugerir ao paciente a manipulação, caso o medicamento tenha sido prescrito pelo princípio ativo.

• Sugerir ao prescritor a substituição por medicamento com outro princípio ativo e ação semelhante.

• Sugerir ao prescritor a substituição por outro medicamento com mesmo princípio ativo, porém outra forma farmacêutica.

• Sugerir ao prescritor a substituição por outro medicamento com mesmo princípio ativo e mesma forma farmacêutica, porém não

• Sugerir, entre as opções disponíveis, a mais adequada para o quadro do paciente, caso sejam situações em que não haja prescrição e que possam ser tratadas com Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs).

 

 

Foto: Shutterstock
Fonte: Guia da Farmácia