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Mercado brasileiro já tem 5 medicamentos bilionários

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O número de medicamentos bilionários no Brasil subiu de dois para cinco em apenas um ano. Juntos, esses remédios movimentaram R$ 7,96 bilhões em vendas nos últimos 12 meses até junho deste ano, segundo indicadores da Close-Up International. Eles representam 5% do volume de negócios.

O faturamento desses remédios avançou 30,3% em comparação com o intervalo de julho de 2021 a junho de 2022, enquanto a receita da indústria farmacêutica com medicamentos cresceu 13,6%.

No período anterior aos 12 meses desse levantamento, apenas o Ozempic e a Tadalafila já geravam montante superior a R$ 1 bilhão em vendas. Mas o líder da pesquisa descolou-se dos demais quatro integrantes do top 5, saltando de R$ 1,93 bilhão para a R$ 3,17 bilhões.

 

Mas o que explica a distância do Ozempic para a Tadalafila, cujo faturamento chegou a R$ 1,66 bi, o equivalente a uma evolução de 16%? Embora o medicamento tenha se tornado referência no combate ao diabetes, seu uso off-label vem sendo mais difundido que a função primária, graças aos seus supostos benefícios para a perda de peso”, entende Wilton Torres, fundador da plataforma de consulta de medicamentos Farmaindex.

Ainda de acordo com o especialista, tanto em 2022 como no primeiro semestre de 2023, encabeça os acessos na plataforma, tanto na pesquisa sobre onde comprar como na consulta da bula para saber mais detalhes a respeito dos efeitos terapêuticos.

 

Leia também: CCJ aprova PL que prevê produção ininterrupta de medicamentos essenciais contra o câncer

 

Uma trend que viralizou no TikTok em dezembro de 2022 teria contribuído para esse cenário. Mas as consequências podem abalar a liderança do medicamento. Após Austrália e Estados Unidos confirmarem a falta generalizada do produto nas farmácias, o Brasil passou a conviver com desabastecimento. A própria fabricante, a dinamarquesa Novo Nordisk, informou que ele deverá ter disponibilidade limitada até o fim do ano.

Já a Tadalafila, que integra o portfólio de laboratórios como Aché, Biolab, Cimed, EMS, Eurofarma e Geolab, acompanha as estatísticas referentes à disfunção erétil. O problema já afeta 45% da população brasileira, do grau mínimo ao completo.

“Porém, colaborou para o aumento nas vendas o crescente volume de prescrições médicas para casos de hiperplasia prostática benigna, em pequenas doses de 5 mg como estratégia para evitar a necessidade de cirurgias”, complementa Torres.

 

MEDICAMENTOS BILIONÁRIOS SEGUEM CAMINHO DA INOVAÇÃO AO GENÉRICO

Completam a lista dos medicamentos bilionários a Sinvastatina, da Cimed; o Torsilax, da Neo Química; e o Aradois, da Biolab. Para Sandro Angélico, CEO e fundador da farmácia digital Qualidoc, os dados indicam a relevância de medicamentos inovadores para o tratamento de doenças cuja incidência tem viés de aumento, como é o caso do diabetes.

“Essa classe de remédios cumpre um importante papel científico. E após o vencimento das patentes, cabe aos genéricos a função de ampliar o acesso a produtos inovadores, o que explica os quatro medicamentos mais bem posicionados depois do Ozempic”, avalia.

A categoria de genéricos, aliás, respondeu por quase 37% das vendas de medicamentos no período, três pontos percentuais acima do de 2019. A projeção é que esse avanço permaneça em 2023 com a promessa de um Farmácia Popular mais encorpado. Cerca de 85% dos medicamentos dispensados por meio do programa federal são dessa categoria. Dos 20 remédios com maior número de prescrições no país, 15 são genéricos.

Medicamentos bilionarios no Brasil

 

Foto: Reprodução
Fonte: Panorama Farmacêutico