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Organização criminosa suspeita de vender falsos medicamentos

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Entre órgãos que adquiriram produtos está a Secretaria da Saúde (Sesa), que diz ter sido vítima de golpe. Polícia Federal cumpriu mandados em Curitiba, Francisco Beltrão e em cidades de outros quatro estados.

 

Uma organização criminosa suspeita de vender aproximadamente R$ 11 milhões em falsos medicamentos de imunoglobulina para órgãos públicos do Paraná foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (20).

Entre os órgãos que compraram os falsos medicamentos está a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que disse ter sido vítima de um golpe. 

De acordo com a PF, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, além de sequestro de bens. No Paraná, os alvos são de Curitiba e Francisco Beltrão, no sudoeste. Houve alvos, também, em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Conforme a Polícia Federal, a investigação começou a partir de informações da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), que apontaram a suspeita do crime por parte de uma fornecedora que venceu de uma licitação do Hospital Geral de Curitiba, do Exército Brasileiro. A contratação foi feita em 2022, segundo a PF.

A partir deste caso, as investigações descobriram que, além do Hospital Geral, o grupo criminoso conseguiu vender os falsos medicamentos para outros órgãos públicos do estado.

O nome da empresa investigada não foi divulgado.

Em nota, o Comando da 5ª Região Militar, responsável pelo hospital, disse que prestou apoio às investigações e paralelamente adotou as medidas administrativas previstas.

“Por fim, o Comando da 5ª Região Militar esclarece que não se posiciona sobre operações em curso no âmbito dos Órgãos de Segurança Pública”, diz o texto.

Até a última atualização desta reportagem, a PF não tinha divulgado um balanço da operação desta quinta.

 

 

Sesa diz ter sido vítima de golpe

Em nota, a Sesa informou que a própria pasta, ao perceber irregularidades, acionou a Polícia Civil para investigar o caso. A Sesa também disse que colabora com as investigações.

Em setembro de 2023, a Polícia Civil fez operação sobre distribuição de falsos medicamentos para Sesa e cumpriu mandados em cidades do oeste do Paraná. Na época, a polícia informou que a pasta adquiriu pelo menos seis mil frascos do produto.

A Sesa não informou para quais regionais os falsos medicamentos foram distribuídos. Conforme a pasta, porém, em uma apuração do caso, “não foi detectada nenhuma complicação na saúde dos pacientes que fizeram uso”.

“Frente a situação, a Sesa determinou a abertura de um Processo Administrativo Interno; um Processo de Apuração de Responsabilidade frente a empresa fornecedora, a formação de uma comissão interna para modernização administrativa no Centro de Medicamentos do Paraná e a busca ativa e apreensão desses medicamentos em todo estado.”

Falso medicamento usa marca da Bayer

Falso medicamento usa marca da Bayer, empresa química e farmacêutica alemã

O falso medicamento comercializado pela organização criminosa era vendido com a marca da Bayer, empresa química e farmacêutica alemã.

Em nota, a empresa afirmou que a “comercialização do produto Gamimune N.5% com logomarca da empresa, trata-se de fraude.

“O referido produto nunca foi produzido, importado, nem tampouco comercializado pela empresa, e que propostas de venda eventualmente recebidas devem ser comunicadas às autoridades competentes.”

Caixas do falso medicamento foram apreendidas na investigação

A Polícia Federal informou, também, que falsos medicamentos foram apreendidos durante as investigações, quando os policiais conseguiram comprovar a falsificação completa dos remédios, desde as caixas, até a composição.

De acordo com as investigações, os remédios falsificados tinham origem na Bolívia.

Dois estrangeiros, um deles estudante de medicina, foram identificados como os principais suspeitos pela comercialização dos produtos. Os nomes deles não foram revelados.

Eles estão sendo investigados por crimes associação criminosa, fraude à licitação e falsificação de medicamentos.

 

Fonte: G1

Foto: Reprodução