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Medicamentos para TDAH: além do controle dos sintomas

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Os medicamentos para o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) não apenas auxiliam no controle dos sintomas, mas também diminuem o risco de suicídio, lesões acidentais, criminalidade e abuso de substâncias nos pacientes.

 

Essa foi a conclusão de um amplo estudo observacional sueco, publicado em 13 de agosto de 2025 no periódico British Medical Journal.

 

O TDAH é um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta cerca de 8% das crianças e adolescentes e 2,5% a 6,7% dos adultos no mundo. Seus sintomas envolvem desatenção, hiperatividade e impulsividade, que muitas vezes persistem na idade adulta e elevam a vulnerabilidade a comportamentos de risco.

 

 

Da emulação de ensaio clínico…

Os pesquisadores, liderados por Le Zhang, vinculada ao Karolinska Institutet, na Suécia, utilizaram uma abordagem de simulação de ensaio clínico (target trial emulation), que simula um estudo clínico randomizado a partir de dados observacionais de larga escala.

 

Foram analisados os registros de saúde suecos de 2007 a 2020, identificando 148.581 indivíduos entre 6 e 64 anos com diagnóstico recente de TDAH. Dentre eles, 84.282 (56,7%) iniciaram tratamento farmacológico nos três primeiros meses após o diagnóstico, enquanto 64.377 não receberam medicamentos durante o acompanhamento. A idade média foi de 17,4 anos, e 41,3% eram mulheres.

 

O medicamento mais prescrito no início do tratamento foi o metilfenidato (88,4% dos casos), seguido da atomoxetina (7,9%) e lisdexanfetamina (3,3%). Os pesquisadores seguiram cinco desfechos principais: tendências suicidas, abuso de substâncias, lesões acidentais, acidentes de trânsito e criminalidade. Para os dois últimos, a análise considerou apenas indivíduos acima de 15 anos (89.672 pessoas), idade mínima para responsabilidade penal e para dirigir na Suécia.

 

Fonte: Medscape
Foto: Reprodução