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Riscos psicossociais atingem 58% dos trabalhadores e pressionam empresas com custos indiretos de até 90%

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Sincofarma SP promove palestra sobre a “NR-1 – Riscos e Consequências”, nesta quarta-feira. Participe!

 

Atualização da NR-1 eleva gestão de riscos psicossociais a pauta central do RH, impactando produtividade e resultados das empresas.

 

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 está reposicionando o papel do RH dentro das empresas, ao transformar a gestão de riscos psicossociais em uma pauta central de negócio.

 

Dados apresentados pela Gupy durante o HR4Results 2026 mostram que o impacto desses riscos vai muito além da saúde, afeta diretamente a produtividade, a retenção e os resultados das organizações.

 

O custo invisível que pressiona os resultados

Um dos principais alertas do estudo está no impacto financeiro indireto. Entre 70% e 90% dos custos relacionados a riscos psicossociais não aparecem nas despesas médicas, mas sim em perdas operacionais.

 

Absenteísmo, presenteísmo e rotatividade formam a base desse impacto silencioso, que compromete a eficiência das equipes e a capacidade de entrega das empresas.

 

Esse dado reforça uma mudança importante na atuação do RH. O cuidado com saúde mental deixa de ser apenas uma pauta de bem-estar e passa a ser uma variável crítica de performance.

 

 

NR-1 amplia responsabilidade e exige nova atuação do RH

A atualização da NR-1 amplia o escopo de responsabilidade das empresas, incluindo fatores como estresse, sobrecarga e esgotamento profissional na gestão de riscos.

 

Para as lideranças de RH, isso representa uma mudança estrutural. Não se trata mais apenas de cumprir exigências legais, mas de integrar a gestão de riscos humanos à estratégia do negócio.

 

“A NR-1 acelera uma mudança estrutural. O cuidado com saúde mental e organização do trabalho passa a fazer parte da governança”, afirma Mariana Dias, CEO da Gupy.

 

Dados mostram avanço da crise de saúde mental

Os números reforçam a urgência do tema. Benefícios concedidos por transtornos mentais saltaram de pouco mais de 200 mil em 2021 para mais de 540 mil em 2025. Essa tendência alarmante destaca a necessidade urgente de ação por parte das empresas. Com cerca de 58% dos colaboradores enfrentando riscos psicossociais, a situação requer atenção imediata.

 

Dentro das empresas, os índices de risco psicossocial são elevados em todos os portes. Pequenas, médias e grandes organizações apresentam níveis semelhantes, indicando que o problema é sistêmico.

 

Setores como Tecnologia, Educação e Varejo aparecem com alta incidência de risco, com até 70% dos colaboradores sinalizando algum nível de alerta.

 

Burnout e assédio ampliam o risco organizacional

O relatório também destaca a distribuição de burnout entre setores. Varejo, Educação e Marketing lideram os índices, seguidos por áreas como hotelaria e setor público.

 

Além disso, o assédio segue como um fator crítico e subnotificado. Embora 35% das mulheres relatem já ter sofrido assédio sexual, apenas 10% utilizaram canais formais de denúncia.

 

O medo de retaliação, a exposição e a descrença nos canais internos aparecem como principais barreiras, evidenciando falhas estruturais na gestão desses temas.

 

De compliance à performance

O estudo propõe um novo olhar para o RH. A gestão de riscos humanos deve ser estruturada com base em dados, indicadores e ações práticas.

 

“Mais do que cumprir a norma, é preciso transformar dados em gestão, com prioridades claras e resultados mensuráveis”, afirma Mariana Dias.

 

Esse movimento posiciona o RH como um agente estratégico, responsável não apenas por pessoas, mas pela sustentabilidade e competitividade do negócio.

 

Fonte: Contábeis
Foto: Reprodução