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Remédios no horário errado elevam riscos para idosos em casa

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Polifarmácia em idosos: riscos, cuidados e o papel do acompanhamento domiciliar | Sincofarma/SP
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Saúde & Uso Racional de Medicamentos · Junho de 2026
Saúde do Idoso & Farmácia

93% dos idosos brasileiros usam ao menos um medicamento contínuo — e 18% estão em polifarmácia.

Dados da PNAUM e estudo da RBGG apontam riscos do uso inadequado de medicamentos nessa faixa etária. O acompanhamento da rotina em casa ajuda a reduzir riscos.

Fonte: Terra  ·  Foto: Reprodução

O uso contínuo de medicamentos faz parte da rotina da maioria dos idosos brasileiros. Dados da Pesquisa Nacional de Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM) indicam que 93% dos idosos utilizam ao menos um medicamento de forma contínua e 18% fazem uso de cinco ou mais, condição conhecida como polifarmácia. Entre idosos com quatro ou mais doenças crônicas, essa proporção chegou a 60%.

Um estudo de 2024 publicado na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia (RBGG), com 496 pessoas idosas, associou polifarmácia e uso de medicamentos potencialmente inapropriados à vulnerabilidade do idoso, reforçando a necessidade de avaliação criteriosa das prescrições nessa população.

O risco das quedas

⚠ Protocolo Anvisa — quedas e polifarmácia

O Protocolo de Prevenção de Quedas da Anvisa, elaborado com o Ministério da Saúde e a Fiocruz, aponta que quedas causam danos em 30% a 50% dos casos, com 6% a 44% resultando em lesões graves como fraturas, hematomas subdurais e sangramentos que podem levar ao óbito.

A polifarmácia é identificada como fator de risco independente para quedas, ao lado de classes específicas como benzodiazepínicos, diuréticos, antipsicóticos, antidepressivos, hipoglicemiantes orais e insulina.

Os desafios da rotina em casa

A rotina de medicamentos de um idoso com doenças crônicas pode envolver comprimidos em horários variados, substâncias que devem ser tomadas com ou sem alimentos, fármacos que interagem entre si e dosagens que mudam conforme reavaliação médica. A isso se somam dificuldades de visão, lapsos de memória, limitações motoras e sono irregular.

⚠ Sinais de alerta para uso inadequado de medicamentos

Comunicar imediatamente ao profissional de saúde caso o idoso apresente:

•  Tontura ou sonolência excessiva

•  Confusão mental ou mudanças repentinas de comportamento

•  Fraqueza ou quedas

•  Alterações de pressão arterial

•  Falta de apetite

“Muitas famílias chegam até nós sem saber se o idoso tomou o remédio certo, no horário correto, ou se repetiu uma dose sem perceber. Em alguns casos, o problema aparece como tontura, sonolência, confusão, fraqueza ou queda. O cuidador não decide tratamento, dose ou prescrição, mas ajuda a manter a rotina organizada conforme a orientação profissional e comunica à família quando algo foge do habitual.”

— Bruno Butenas, fundador da Geração de Saúde

“Hoje é comum que familiares tentem controlar tudo por telefone, mensagens ou alarmes. Esses recursos ajudam, mas nem sempre permitem confirmar se a medicação foi tomada da forma correta. Ter alguém presente em determinados períodos do dia pode trazer mais segurança para a família e mais previsibilidade para o idoso.”

— Bruno Butenas

💊 Uso racional de medicamentos — definição da OMS

O Ministério da Saúde define uso racional de medicamentos como a situação em que pacientes recebem tratamentos adequados às suas necessidades clínicas, em doses individualizadas, pelo tempo necessário e ao menor custo possível. Quando não atendida, essa condição representa um dos maiores problemas de saúde pública em escala global.