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Novo tratamento reduz em 83% risco de avanço do mieloma e busca cura

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Nova imunoterapia para mieloma múltiplo aprovada pela Anvisa reduz em 83% o risco de progressão — mas acesso no SUS ainda é limitado | Sincofarma/SP
Sincofarma / SP
Oncologia & Imunoterapia · Julho de 2026
Anvisa & Mieloma Múltiplo

Nova imunoterapia para mieloma múltiplo aprovada pela Anvisa reduz em 83% o risco de progressão — mas acesso no SUS ainda é limitado.

Combinação “Tec-dara” (teclistamabe + daratumumabe) manteve 8 em cada 10 pacientes vivos e sem avanço da doença após três anos. Brasil é o segundo país do mundo a autorizar a estratégia.

Fonte: CNN Brasil  ·  Foto: Reprodução

Uma nova combinação de imunoterapias aprovada pela Anvisa pode mudar o tratamento do mieloma múltiplo, câncer do sangue que afeta os plasmócitos da medula óssea. No estudo clínico internacional de fase 3 MajesTEC-3 — o primeiro desse porte com anticorpo biespecífico para a doença —, o tratamento reduziu em 83% o risco de progressão ou morte em comparação com terapias padrão e manteve oito em cada dez pacientes vivos e sem avanço do câncer após três anos.

📊 Dados do estudo MajesTEC-3

•  Redução de 83% no risco de progressão da doença ou morte vs. terapias padrão

•  Taxa de sobrevida global de 83,3% após três anos de acompanhamento

•  Indicado para pacientes adultos com mieloma múltiplo recidivado ou refratário que já receberam ao menos uma linha de tratamento

•  Brasil é o segundo país do mundo a autorizar a estratégia

•  Vantagens: menos corticoides, administração subcutânea e aplicação em ambiente ambulatorial

O que é o mieloma múltiplo

O mieloma múltiplo é um câncer hematológico que afeta os plasmócitos, responsáveis pela produção de anticorpos. Quando se tornam cancerígenas, essas células se multiplicam de forma descontrolada, comprometendo o sistema imunológico e a produção normal das células sanguíneas. Os sintomas mais comuns incluem dores e fraturas ósseas, anemia, fadiga intensa, infecções recorrentes e problemas renais. Embora ainda incurável, os tratamentos disponíveis têm ampliado o controle da doença e a sobrevida dos pacientes.

A lacuna no acesso pelo SUS

“No SUS, os pacientes continuam sem acesso. Infelizmente, a nossa política não está favorável às incorporações dessas medicações. Eu diria que os estudos caminham muito mais rápido que a incorporação no sistema público de saúde. É uma tremenda injustiça ver pacientes do SUS sem acesso.”

— Dra. Vania Hungria, hematologista, professora da Santa Casa de SP e investigadora do estudo

⚠ Acesso restrito no Brasil

•  A aprovação da Anvisa viabiliza o uso no mercado privado, mas não garante acesso pelo SUS

•  Muitos pacientes da rede pública conseguem acesso apenas por meio da participação em estudos clínicos

•  A incorporação de novas tecnologias oncológicas ao SUS segue ritmo significativamente mais lento que o avanço científico