Medicamentos antigos voltam a ganhar atenção no tratamento da insuficiência cardíaca.
Novos dados apresentados no Heart Failure 2026 indicam que digitálicos, como digoxina e digitoxina, podem manter espaço como opção complementar em baixa dose e com acompanhamento médico.
Fonte: Terra · Foto: Reprodução
Medicamentos antigos usados para tratar problemas cardíacos, como digoxina e digitoxina, voltaram a chamar atenção após a apresentação de novos dados no congresso Heart Failure 2026, promovido pela Heart Failure Association da Sociedade Europeia de Cardiologia.
Esses medicamentos, conhecidos como digitálicos, já são utilizados há muito tempo, mas seu papel no tratamento atual da insuficiência cardíaca ainda vinha sendo discutido.
O que mostrou o estudo DECISION
O estudo DECISION avaliou o uso de digoxina em baixa dose em 1.001 pacientes com insuficiência cardíaca leve a moderada e redução da força de bombeamento do coração.
Após acompanhamento de pouco mais de três anos, o medicamento não reduziu de forma significativa o principal desfecho analisado, que combinava piora da doença e morte cardiovascular.
Principal resultado observado
Apesar de não haver redução significativa no desfecho principal, os pacientes que utilizaram digoxina apresentaram menos episódios totais de agravamento da insuficiência cardíaca.
Análise com mais de 9 mil pacientes
Uma análise conjunta de estudos envolvendo mais de 9.000 pacientes também sugeriu que os digitálicos podem reduzir eventos relacionados à piora da insuficiência cardíaca.
Os dados também apontaram que a interrupção da digoxina esteve associada à piora clínica em alguns pacientes.
Possível papel no tratamento
Os resultados indicam que, em baixa dose e com acompanhamento médico cuidadoso, os digitálicos podem continuar tendo espaço como uma opção complementar, acessível e de baixo custo.
Uso deve ser individualizado
Os dados apresentados não indicam que os digitálicos substituam os tratamentos atuais para insuficiência cardíaca. O possível benefício está relacionado ao seu uso complementar em situações específicas, sempre sob avaliação médica.
A escolha do medicamento, a dose e o acompanhamento devem considerar as características clínicas de cada paciente, especialmente pelo fato de esses fármacos exigirem controle cuidadoso durante o tratamento.
Sincofarma/SP — Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo
Rua Santa Isabel, 160, 6º andar — Vila Buarque, São Paulo/SP | Filiado à FecomercioSP
sincofarmasp.com.br





