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Canetas emagrecedoras: o descarte incorreto que farmácias não podem ignorar

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Alerta

Canetas emagrecedoras: o descarte incorreto que farmácias não podem ignorar

Com o avanço das canetas injetáveis de GLP-1, agulhas e frascos vencidos vêm parando no lixo comum e nos coletores errados. Sincofarma/SP promove palestra gratuita, em 29 de setembro, para orientar o setor sobre logística reversa de medicamentos e embalagens.

Jogar fora uma caneta emagrecedora usada parece um gesto simples, mas pode estar longe de ser correto. Com a popularização dos análogos de GLP-1 — medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade e do diabetes —, cresce também um problema pouco discutido pelos consumidores: o que fazer com o dispositivo depois do uso. Jogar no lixo doméstico ou depositar nos coletores convencionais de medicamentos das farmácias, prática comum entre os pacientes, não é o procedimento adequado — e pode representar risco a quem lida com o descarte.

Isso porque agulhas e outros materiais perfurocortantes exigem procedimentos específicos de destinação, diferentes dos aplicados a comprimidos, xaropes ou cartelas de remédio. Sem essa distinção, o item pode ferir profissionais da limpeza e da coleta de lixo, além de representar risco ambiental quando descartado de forma inadequada.

Um problema que cresce junto com o uso das canetas injetáveis

O aumento no uso de medicamentos administrados por meio de canetas injetáveis, entre eles os análogos de GLP-1, tem ampliado a atenção do setor farmacêutico para o tema. Os dispositivos trazem desafios que vão além da dispensação: exigem orientação clara ao consumidor sobre o descarte e cobram das farmácias um papel mais ativo na destinação correta desses resíduos.

O que não deve acontecer

Agulhas e demais perfurocortantes de canetas injetáveis não devem ser descartados no lixo comum nem depositados nos coletores convencionais de medicamentos das farmácias. O consumidor deve buscar orientação do estabelecimento sobre o canal adequado de descarte desse tipo de resíduo.

O que é a logística reversa de medicamentos

A logística reversa de medicamentos estabelece responsabilidades compartilhadas entre consumidores, farmácias e drogarias, distribuidores, fabricantes e importadores. Quando atuam como pontos de recebimento, os estabelecimentos farmacêuticos integram uma cadeia que tem como objetivo garantir que medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso — e suas embalagens — recebam destinação ambientalmente adequada, em vez de seguirem para o lixo comum.

Para o varejo farmacêutico, isso significa organizar processos de recebimento e armazenamento dos resíduos, manter documentos, registros e controles em dia, e conhecer os riscos e penalidades ligados ao descumprimento das normas — responsabilidades que se somam à rotina já regulada das farmácias.

Sincofarma/SP promove palestra gratuita sobre o tema

Para ajudar o setor a se organizar diante desse cenário, o Sincofarma/SP realiza, no dia 29 de setembro, a partir das 14h, via Zoom, a palestra online e gratuita “Logística Reversa de Medicamentos e suas Embalagens: o que toda farmácia precisa saber”.

Voltado a proprietários, gestores, farmacêuticos, responsáveis técnicos e demais profissionais do varejo farmacêutico, o encontro vai abordar as responsabilidades dos estabelecimentos no descarte de medicamentos vencidos ou em desuso e de suas embalagens:

  • Proprietários
  • Gestores
  • Farmacêuticos
  • Responsáveis técnicos
  • Profissionais do varejo farmacêutico

Entre os assuntos previstos estão o panorama atual da logística reversa de medicamentos no Brasil, o papel das farmácias no descarte correto, as responsabilidades dos estabelecimentos, os cuidados no recebimento e armazenamento dos resíduos, a organização dos pontos de coleta e a destinação de medicamentos vencidos ou em desuso. Também serão abordados os documentos, registros e controles necessários, os riscos e penalidades relacionados ao descumprimento das normas, e as boas práticas para orientar clientes e colaboradores.

A logística reversa reforça que farmácias e drogarias não são apenas pontos de venda: ao receber medicamentos vencidos ou em desuso, elas se tornam parte de uma cadeia ambiental regulada, com responsabilidades específicas diante da lei.

Quem conduz a palestra

João Carlos Redondo

Profissional com 39 anos de experiência nos setores industrial, de serviços e varejo farmacêutico, com atuação em sustentabilidade, governança corporativa, ESG e compliance. É sócio-diretor da MR Consultoria, instrutor credenciado do IBGC e professor no ISAE/FGV-PR e na FGV Management.

Diego Xavier Paludetti

Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Unifesp e coordenador de Qualidade e Meio Ambiente do Sindusfarma. Desde 2020, coordena o Comitê Técnico Operacional responsável pela implementação da Logística Reversa de Medicamentos e de suas embalagens, conforme o Decreto Federal nº 10.388.

Serviço

PalestraLogística Reversa de Medicamentos e suas Embalagens: o que toda farmácia precisa saber
Data29 de setembro de 2026 (terça-feira)
HorárioAbertura da sala às 13h30 | Palestra das 14h às 16h
FormatoOnline, ao vivo pelo Zoom
InscriçãoGratuita