Independentes abrem 65,2% das lojas, mas têm 12,7% fechadas
Levantamento mostra que farmácias independentes lideram tanto a abertura quanto o fechamento de unidades no setor
Fonte: Panorama Farmacêutico · 10/09/2026
As farmácias independentes concentraram a maior parte das novas unidades abertas no varejo farmacêutico brasileiro nos últimos 12 meses encerrados em julho. Ao mesmo tempo, esse mesmo grupo registrou o maior percentual de lojas fechadas entre todos os segmentos analisados — um retrato que expõe tanto o dinamismo quanto a fragilidade desse perfil de negócio.
O levantamento, conduzido pela Close-Up International, mostra que, no acumulado do ano até julho, a participação das independentes nas aberturas foi ainda maior: 68,9%, com 2.707 das 3.926 novas lojas do período. Já a proporção de unidades fechadas nesse recorte ficou em 11,9%.
Investimento alto e concorrência mais complexa
Para Edison Tamascia, presidente da Febrafar e da Farmarcas, o custo para abrir e manter uma farmácia competitiva subiu significativamente, e muitos empreendedores entram no negócio sem estrutura ou capital suficiente. Segundo ele, o consumidor atual busca variedade e conveniência, e já não basta ser “a farmácia do bairro” — as grandes redes também estão presentes nesse território.
Comparativo de aberturas em 12 meses (até julho)
- Independentes: 5.119 novas lojas
- Federações: 1.589 novas lojas
- Abrafarma: 691 novas lojas
- Demais redes: 449 novas lojas
Tecnologia e gestão pesam na sobrevivência
Segundo Tamascia, o alto índice de fechamento entre independentes está ligado à dificuldade de competir isoladamente, sem acesso a tecnologia, dados e ferramentas de gestão para o dia a dia da operação. A concorrência hoje passa por fatores como programas de fidelidade, gestão de portfólio e capacidade de transformar informação em decisão — não apenas atendimento e proximidade com o cliente.
“O varejista quer ajuda e está disposto a avançar. Mas não basta disponibilizar uma ferramenta.”
— Nilson Ribeiro, diretor-executivo e institucional da AbrafadAssociativismo como caminho de competitividade
Tanto Tamascia quanto Ribeiro apontam o associativismo como estratégia central para a farmácia independente sobreviver em um mercado cada vez mais tecnológico e disputado. Reunir-se em rede permite acesso a dados, capacitação, ferramentas de gestão e programas de fidelidade que, isoladamente, seriam inviáveis para a maioria dos pequenos e médios negócios — profissionalizando a gestão e ampliando a capacidade de competir com as grandes redes.
Matéria baseada em reportagem de Adriana Bruno para o Panorama Farmacêutico, publicada em 10/09/2026, com dados da Close-Up International. Leia a íntegra em panoramafarmaceutico.com.br.





