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Estudo liga remédios GLP-1 a descolamento de unhas e queda de cabelo

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Estudo liga remédios GLP-1 a descolamento de unhas e queda de cabelo
Saúde

Estudo liga remédios GLP-1 a descolamento de unhas e queda de cabelo

Pesquisa apresentada em congresso europeu de dermatologia encontrou associação, mas não prova que os medicamentos sejam a causa

Fonte: Congresso EADV 2026 · 14/10/2026

Usuários de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, usados no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2, relataram mais alterações nas unhas e no cabelo do que pessoas que nunca usaram esses remédios. Os dados foram apresentados no congresso de 2026 da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV). Os autores ressaltam que o estudo mostra uma associação e não comprova que os medicamentos causem as alterações.

Como foi o estudo

Foram comparados 575 usuários de GLP-1 e 1.329 pessoas com diabetes tipo 2 ou obesidade que nunca tomaram esses medicamentos, recrutadas na França, nos Estados Unidos, no Brasil e no México. Os autores citados são Charles Taïeb e Bruno Halioua.

Usuários de GLP-1 x grupo de comparação

  • Descolamento das unhas: 39% x 9%
  • Descoloração das unhas: 46% x 17%
  • Ao menos uma alteração nas unhas: 66% x 53%
  • Queda de cabelo: 50% x 34%
  • Perda de volume ou densidade capilar: 42% x 19%
  • Queda iniciada após o começo do tratamento: 26% x 12%

O descolamento de unhas foi cerca de quatro vezes mais frequente entre os usuários. Depois dos ajustes estatísticos, a diferença caiu para duas a três vezes.

O que é preciso considerar

Cerca de metade dos usuários já relatava problemas nas unhas antes de começar o tratamento. Ao ajustar os dados para condições dermatológicas e deficiências nutricionais, algumas associações perderam força, mas descolamento e descoloração continuaram de duas a três vezes mais comuns entre os usuários. Segundo Taïeb, nem tudo o que ocorre durante o tratamento é necessariamente causado por ele. Halioua afirma que a queda de cabelo pode ter um componente inflamatório, além da queda clássica após perda rápida de peso.

Um dos veículos que cobriu o estudo acrescenta que o trabalho é transversal, baseado em questionário e sem exame dermatológico, que ainda não passou por revisão por pares e que foi financiado por uma empresa de produtos para o cabelo. A informação foi encontrada em uma única fonte e deve ser confirmada no material do congresso.

Orientação dos pesquisadores

Para os autores, os resultados são sinais de alerta, não alarmantes. Quem notar alterações nas unhas ou no cabelo deve procurar o médico e não interromper o tratamento por conta própria. Estão previstos estudos prospectivos, com exames dermatológicos padronizados, para saber quando as alterações surgem e se são reversíveis.

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Matéria baseada em reportagens sobre estudo apresentado no congresso da EADV 2026, como Brasil em Folhas e ANTI/HYPE. As informações não substituem a avaliação médica.