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Entidades pedem que Anvisa proíba implantes hormonais manipulados

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Entidades pedem que Anvisa proíba implantes hormonais manipulados
Regulatório & Saúde

Entidades pedem que Anvisa proíba implantes hormonais manipulados

Doze sociedades médicas e científicas divulgaram a “Carta do Rio de Janeiro” pedindo a proibição total dos chamados “chips da beleza” no Brasil

Fonte: Agência Estado e outros veículos · 05/10/2026

Doze entidades médicas e científicas, nacionais e internacionais, pediram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibição total dos implantes hormonais manipulados no Brasil, popularmente conhecidos como “chips da beleza”. O documento, chamado de Carta do Rio de Janeiro, foi divulgado na quinta-feira (1º/10), durante o 20º Congresso Mundial de Menopausa, realizado no Rio de Janeiro.

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entidades médicas e científicas assinam a carta
1º/10
divulgação durante o Congresso Mundial de Menopausa

Entre as signatárias estão a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Sociedade Internacional da Menopausa (IMS), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e as sociedades brasileiras de Mastologia, Reprodução Humana, Cardiologia, Hepatologia, Urologia, Diabetes e de Climatério.

O que as entidades alegam

Segundo o documento, esses implantes são divulgados para diferentes finalidades — sintomas da menopausa, emagrecimento, ganho de massa muscular, melhora da libido e antienvelhecimento — sem que existam estudos clínicos de qualidade que comprovem benefícios e segurança. As entidades também manifestam preocupação com a expansão comercial dessa prática.

⚠️ Preocupações apontadas pelas entidades

  • Os implantes ficam sob a pele e liberam hormônios por vários meses — eventuais efeitos adversos não podem ser interrompidos rapidamente, diferente de comprimidos, géis ou adesivos
  • Possíveis complicações do uso inadequado de hormônios: alterações cardiovasculares e metabólicas, problemas hepáticos, tromboembolismo e acidente vascular cerebral
  • Implantes, injeções e outras preparações que produzam níveis acima dos fisiológicos não são recomendados
  • Outras substâncias usadas em implantes — como metformina, ocitocina, tadalafila, oxandrolona e NAD — não teriam respaldo ético ou científico para essa finalidade

As entidades fazem questão de destacar que o posicionamento não é contrário à terapia hormonal indicada com base em evidências científicas e realizada com medicamentos aprovados pela Anvisa.

O que as entidades pedem

O pedido foi endereçado à Anvisa, com participação sugerida do Ministério da Saúde, dos conselhos de Medicina e de Farmácia, do Ministério Público, das Defensorias Públicas, dos órgãos de defesa do consumidor e do Legislativo. As entidades pedem a adoção de medidas para proibir a manipulação, a formação de estoques, a comercialização, a distribuição, a publicidade e o uso de implantes hormonais manipulados no país. O objetivo inclui ainda ampliar as restrições, fortalecer a fiscalização, a farmacovigilância e a notificação de eventos adversos.

O que a Anvisa já determinou

Em outubro de 2024, a Anvisa determinou a suspensão da manipulação, comercialização, propaganda e uso de implantes hormonais manipulados, após denúncias de entidades médicas sobre problemas relacionados aos produtos. A agência esclarece que essas medidas não se aplicam aos implantes hormonais registrados, como o etonogestrel, usado como contraceptivo.

Para farmácias e drogarias — especialmente as que atuam com manipulação ou recebem prescrições desse tipo —, o debate reforça a importância de acompanhar as definições da Anvisa e de conferir a conformidade de prescrições e produtos antes de qualquer dispensação.

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regulatorios@sincofarma.org.br

Matéria baseada em reportagens publicadas por veículos de imprensa (Agência Estado e outros) entre 1º e 5 de outubro de 2026 sobre a Carta do Rio de Janeiro, divulgada durante o 20º Congresso Mundial de Menopausa.