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Curativo líquido desenvolvido na Unicamp pode reduzir pela metade o tempo de cicatrização

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Curativo líquido desenvolvido na Unicamp pode reduzir pela metade o tempo de cicatrização
Saúde

Curativo líquido desenvolvido na Unicamp pode reduzir pela metade o tempo de cicatrização

Película transparente se forma em até 45 segundos sobre a ferida; resultados vêm de testes em animais, e o produto ainda não tem aval da Anvisa

Fonte: Unicamp · 16/10/2026

Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp desenvolveram um curativo líquido que, em testes pré-clínicos, reduziu em aproximadamente 50% o tempo de cicatrização em comparação com curativos tradicionais. O produto ainda não está disponível e precisa passar por estudos em humanos e pela avaliação da Anvisa.

Como funciona

O líquido é aplicado diretamente sobre o ferimento, sem gaze, esparadrapo ou atadura. Em até 45 segundos, forma uma película transparente e impermeável à água, que permite o banho e o acompanhamento visual da ferida. Segundo os pesquisadores, a película se adapta ao tamanho da lesão, sem necessidade de corte, e mantém a mobilidade em articulações como cotovelos e joelhos.

O que a tecnologia oferece, segundo os pesquisadores

  • Estrutura em 3D que serve de suporte à regeneração celular.
  • Barreira contra agentes externos que causam infecção.
  • Polímero absorvido pelo organismo ao longo da cicatrização, sem necessidade de remoção do curativo.
  • Solventes de origem renovável, que os pesquisadores afirmam não serem tóxicos para humanos.

O que os testes mostram

Os resultados vêm de ensaios pré-clínicos in vivo, feitos com a Faculdade de Medicina de Jundiaí. De acordo com uma das reportagens consultadas, os testes foram em animais e ainda não foram publicados em revista científica, pois o estudo foi submetido a uma publicação internacional e aguarda avaliação. Não há estudos em humanos.

A estimativa de “até 50%” de redução no tempo de cicatrização vem dos próprios pesquisadores e de testes pré-clínicos, e não de estudos em humanos.

O caminho até o mercado

Os pesquisadores concluem uma segunda etapa de testes pré-clínicos, com expectativa de avançar até o fim de 2026, e depois pretendem iniciar os procedimentos para estudos clínicos em humanos. A tecnologia foi licenciada com exclusividade para a Dermbio Biotech, spin-off acadêmica da Unicamp, que concentra esforços nas etapas regulatórias exigidas pela Anvisa. A pesquisa foi coordenada por Rubens Maciel Filho, com apoio da Fapesp e da Inova Unicamp. Não há data para comercialização.

Possíveis usos e ressalvas

Os pesquisadores citam potencial para lesões como escaras, pé diabético e queimaduras, além de uso veterinário, mas esses usos dependem de comprovação. Segundo uma das reportagens, uma versão em aerossol para farmácias pode ter desempenho inferior ao da formulação testada. Os pesquisadores também ressaltam que o polímero é conhecido na medicina, mas isso não substitui a necessidade de avaliar o curativo específico, e que os benefícios não dispensam os demais cuidados no tratamento de feridas.

A matéria original foi divulgada pela Inova Unicamp e tem caráter institucional, com falas dos próprios inventores.

Matéria baseada em divulgação do Jornal da Unicamp e em reportagem de O Tempo, de 15/10/2026.