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Saúde alerta para o aumento nos casos de hepatite A e farmacêutico orienta sobre como se previnir

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De acordo com informações do Ministério da Saúde, somente este ano, houve um aumento de 56% nos casos da doença

O aumento significativo de casos de hepatite A está causando grande preocupação entre as autoridades de saúde. De acordo com informações do Ministério da Saúde, somente este ano, houve um aumento de 56% nos casos da doença. Entre as capitais do país, Porto Alegre é a que apresenta o maior número de casos, totalizando pelo menos 117 casos até o momento, um aumento de 508% em comparação com os 23 casos registrados no ano passado.

A cidade de São Paulo ocupa o primeiro lugar, com 225 diagnósticos registrados desde janeiro até 28 de setembro, o que representa um aumento de 55% em relação ao ano anterior. Florianópolis também está experimentando um aumento alarmante nos casos, tendo diagnosticado 113 pacientes com hepatite A desde o início do ano, um aumento de mais de 900% em comparação com os 11 casos registrados durante todo o ano passado. Portanto, a capital gaúcha, Porto Alegre, ocupa a terceira posição em termos de casos da doença, com um aumento de 508% em relação ao ano anterior, totalizando pelo menos 117 casos até o momento.

 

 

O farmacêutico Carlos André Sena, conselheiro federal de Farmácia pelo Amapá, explica que a transmissão da hepatite A é por via fecal-oral, o que ocorre quando há contato entre fezes e a boca. Esta doença está intimamente ligada à ingestão de alimentos ou água contaminados, à falta de saneamento básico e à inadequada higiene pessoal.

“A durabilidade do vírus da hepatite A (HAV) no ambiente, juntamente com a abundância do vírus nas fezes de pessoas infectadas, são fatores que favorecem a sua propagação. Normalmente, quando ocorrem, os sintomas são vagos e não específicos, podendo inicialmente se apresentar como fadiga, desconforto, febre e dores musculares. Esses sintomas iniciais podem ser seguidos por sintomas gastrointestinais”, ressalta Carlos.

 

Leia também: Hepatite A tem tendência de alta na capital paulista

 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da infecção atual ou recente é realizado por meio de um exame de sangue que busca a presença de anticorpos anti-HAV IgM, que são indicativos de uma infecção inicial e podem permanecer detectáveis por aproximadamente seis meses.

Além disso, é possível realizar a pesquisa do anticorpo IgG para verificar se houve uma infecção passada ou uma resposta imunológica à vacinação. De qualquer forma, após a infecção e o subsequente processo de cura, os anticorpos produzidos conferem proteção contra novas infecções, estabelecendo uma imunidade duradoura.

Carlos André ressalta que “não existe um tratamento específico para a hepatite A. É de extrema importância evitar a automedicação na tentativa de aliviar os sintomas, uma vez que o uso de medicamentos desnecessários ou prejudiciais ao fígado pode agravar a condição. A hospitalização só é recomendada nos casos de insuficiência hepática aguda e a vacina contra a hepatite A é altamente eficaz e segura e é a principal medida de prevenção contra a hepatite A”.

 

Confira algumas dicas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde:

  • Lavar as mãos (incluindo após o uso do sanitário, trocar fraldas e antes do preparo de alimentos);
  • Lavar com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos;
  • Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e peixes;
  • Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
  • Usar instalações sanitárias;
  • No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tais como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.
  • Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto;
  • Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios;
  • Usar preservativos e higienização das mãos, genitália, períneo e região anal antes e após as relações sexuais.

 

Foto: Reprodução
Fonte: CFF