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Tiktok substitui o Google como ferramenta de busca sobre doenças e medicamentos entre os mais jovens

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Estimativas apontam que cerca de 4,9 bilhões de pessoas em todo o mundo utilizam redes sociais, prevendo um aumento para 5,85 bilhões até 2027

 

A intensificação da competição pela atenção dos usuários de redes sociais nos últimos anos tem sido notável, focando principalmente em plataformas que facilitam a interação entre pessoas. O ponto distintivo atual do TikTok é sua incursão em um território antes dominado pelo Google, detentor de cerca de 90% do mercado global de buscadores. A revelação surgiu de maneira quase acidental durante um evento promovido pela revista americana Fortune, quando Prabhakar Raghavan, executivo da área de conhecimento e informação da gigante de tecnologia, compartilhou dados reveladores.

De acordo com Raghavan, uma pesquisa interna da plataforma revelou que aproximadamente 40% dos usuários mais jovens não recorrem mais à ferramenta de busca do Google ao procurar locais para almoçar, por exemplo. Em vez disso, eles preferem utilizar o TikTok como sua principal fonte de descoberta e recomendação. Quando o assunto é pesquisa sobre medicamentos ou doenças, esse número é ainda maior: 58% dos usuários mais jovens confiam no TikTok como uma fonte de informações.

A linguagem acessível, a facilidade de uso e a falsa sensação de que todos são especialistas no que compartilham em seus vídeos curtos têm se tornado atraentes para os jovens usuários da plataforma. O secretário-geral do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Gustavo Pires, destaca a importância de se atentar aos resultados da pesquisa, alertando que “a linguagem descomplicada e de fácil entendimento tornou-se um grande atrativo para que os mais jovens pudessem se conectar e confiar nas informações prestadas pelos influenciadores da rede social. A nossa preocupação é que as informações propagadas, em muitos casos, são carregadas de equívocos e acabam disseminando notícias falsas sobre um assunto muito sério que é a questão da automedicação, por exemplo”, reflete Gustavo.

 

 

 

Números

Estimativas apontam que cerca de 4,9 bilhões de pessoas em todo o mundo utilizam redes sociais, prevendo um aumento para 5,85 bilhões até 2027. O impacto das redes sociais no cenário social e político é significativo, com a disseminação de desinformação e notícias falsas tornando-se uma crescente preocupação. No Brasil, uma pesquisa recente revelou que 76% da população foi exposta a informações potencialmente falsas sobre política por meio das redes sociais. Apesar das críticas e desafios de moderação enfrentados por plataformas como Facebook, Twitter e TikTok, elas continuam sendo essenciais e cruciais em economias voláteis, especialmente em regiões da África, Ásia e América Latina.

 

Leia também: Roleta Russa de Medicamentos: perigoso jogo de automedicação entre jovens viraliza em rede social

 

Gustavo Pires destaca que todos os profissionais de saúde devem “desconstruir a desinformação”. “As redes sociais precisam assumir o seu papel e estabelecer mecanismos que bloqueiem as notícias falsas, mas nós somos agentes de saúde, habilitados para orientar e esclarecer os cidadãos e também podemos nos conectar e assumir esse protagonismo dentro dessas plataformas”, ressalta o secretário.

 

Fonte: CFF
Foto: Reprodução