Ácido fólico na gestação: nem pouco, nem demais — a suplementação deve ser equilibrada e individualizada.
Especialistas alertam que tanto a deficiência quanto o excesso da vitamina podem trazer riscos. Avaliação clínica e laboratorial ajuda a definir a dose mais adequada para cada gestante.
Fonte: CFF · Foto: Reprodução
A suplementação de ácido fólico permanece como uma das principais estratégias para a promoção da saúde materno-infantil e para a prevenção de defeitos do tubo neural (DTN), malformações graves que afetam o desenvolvimento do cérebro e da medula espinhal do bebê. No entanto, evidências científicas mais recentes reforçam que a utilização desse nutriente deve ser conduzida de forma equilibrada e individualizada.
📋 Doses recomendadas
As recomendações mais consolidadas indicam a suplementação de 400 a 800 microgramas por dia, iniciada preferencialmente antes da concepção e mantida durante o primeiro trimestre da gestação.
Em situações específicas (histórico de DTN, obesidade, diabetes ou cirurgia bariátrica), podem ser necessárias doses de 1 a 5 miligramas por dia, sempre sob avaliação profissional.
Especialistas destacam que o uso indiscriminado de altas doses não tem demonstrado benefícios adicionais consistentes para a maioria das gestantes e pode aumentar a exposição ao nutriente além do necessário.
A relação em formato de “U”
Estudos recentes vêm investigando possíveis associações entre níveis muito elevados de ácido fólico durante a gravidez e alguns desfechos relacionados ao desenvolvimento infantil. Embora ainda não exista comprovação de relação causal entre o excesso de ácido fólico e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), pesquisadores observam que tanto a deficiência quanto a superexposição ao nutriente podem estar associadas a resultados desfavoráveis.
Esse comportamento é descrito por especialistas como uma relação em formato de “U”: níveis insuficientes aumentam riscos já conhecidos, enquanto concentrações excessivas também podem estar relacionadas a efeitos indesejáveis. O objetivo não é simplesmente aumentar a ingestão de ácido fólico, mas garantir que ela ocorra na medida adequada para cada mulher.
Interação com vitamina B12
⚠ Atenção
Estudos apontam que desequilíbrios entre ácido fólico e vitamina B12 podem influenciar o desenvolvimento fetal e placentário. A deficiência de vitamina B12, especialmente quando associada ao uso excessivo de ácido fólico, tem sido apontada como um fator que merece atenção durante o acompanhamento pré-natal.
Monitoramento laboratorial e individualização
Exames como folato sérico, folato eritrocitário, vitamina B12, homocisteína e hemograma auxiliam os profissionais de saúde a avaliar o estado nutricional da gestante e a ajustar a suplementação quando necessário. Essa estratégia é especialmente importante para mulheres que utilizam doses elevadas ou apresentam fatores de risco.
Em vez de manter altas doses de suplementação durante toda a gestação, diversas revisões científicas defendem a adequação da dose de acordo com o perfil clínico, nutricional e laboratorial de cada paciente.
💊 Apresentações disponíveis no Brasil (Rename)
• Comprimidos de 5 mg
• Solução oral de 0,2 mg/mL
Para gestantes que necessitam apenas das doses habituais recomendadas, a formulação líquida pode representar uma alternativa mais adequada para o uso racional do medicamento.
Saiba mais
Para aprofundar o tema, os profissionais e estudantes interessados podem acessar o texto técnico completo “Ácido fólico na gravidez: abordagem equilibrada e individualizada”, elaborado pela farmacêutica Carolina Maria Xaubet Olivera (CRF/DF 7693), do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim) e da Comissão Técnica de Educação (CTEC) do Conselho Federal de Farmácia (CFF), com revisão das farmacêuticas Alessandra Russo e Rogério Hoefler.
Sincofarma/SP — Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo
Rua Santa Isabel, 160, 6º andar — Vila Buarque, São Paulo/SP | Filiado à FecomercioSP
sincofarmasp.com.br
Ácido fólico na gestação: nem pouco, nem demais — a suplementação deve ser equilibrada e individualizada.
Especialistas alertam que tanto a deficiência quanto o excesso da vitamina podem trazer riscos. Avaliação clínica e laboratorial ajuda a definir a dose mais adequada para cada gestante.
Fonte: CFF · Foto: Reprodução
A suplementação de ácido fólico permanece como uma das principais estratégias para a promoção da saúde materno-infantil e para a prevenção de defeitos do tubo neural (DTN), malformações graves que afetam o desenvolvimento do cérebro e da medula espinhal do bebê. No entanto, evidências científicas mais recentes reforçam que a utilização desse nutriente deve ser conduzida de forma equilibrada e individualizada.
📋 Doses recomendadas
As recomendações mais consolidadas indicam a suplementação de 400 a 800 microgramas por dia, iniciada preferencialmente antes da concepção e mantida durante o primeiro trimestre da gestação.
Em situações específicas (histórico de DTN, obesidade, diabetes ou cirurgia bariátrica), podem ser necessárias doses de 1 a 5 miligramas por dia, sempre sob avaliação profissional.
Especialistas destacam que o uso indiscriminado de altas doses não tem demonstrado benefícios adicionais consistentes para a maioria das gestantes e pode aumentar a exposição ao nutriente além do necessário.
A relação em formato de “U”
Estudos recentes vêm investigando possíveis associações entre níveis muito elevados de ácido fólico durante a gravidez e alguns desfechos relacionados ao desenvolvimento infantil. Embora ainda não exista comprovação de relação causal entre o excesso de ácido fólico e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), pesquisadores observam que tanto a deficiência quanto a superexposição ao nutriente podem estar associadas a resultados desfavoráveis.
Esse comportamento é descrito por especialistas como uma relação em formato de “U”: níveis insuficientes aumentam riscos já conhecidos, enquanto concentrações excessivas também podem estar relacionadas a efeitos indesejáveis. O objetivo não é simplesmente aumentar a ingestão de ácido fólico, mas garantir que ela ocorra na medida adequada para cada mulher.
Interação com vitamina B12
⚠ Atenção
Estudos apontam que desequilíbrios entre ácido fólico e vitamina B12 podem influenciar o desenvolvimento fetal e placentário. A deficiência de vitamina B12, especialmente quando associada ao uso excessivo de ácido fólico, tem sido apontada como um fator que merece atenção durante o acompanhamento pré-natal.
Monitoramento laboratorial e individualização
Exames como folato sérico, folato eritrocitário, vitamina B12, homocisteína e hemograma auxiliam os profissionais de saúde a avaliar o estado nutricional da gestante e a ajustar a suplementação quando necessário. Essa estratégia é especialmente importante para mulheres que utilizam doses elevadas ou apresentam fatores de risco.
Em vez de manter altas doses de suplementação durante toda a gestação, diversas revisões científicas defendem a adequação da dose de acordo com o perfil clínico, nutricional e laboratorial de cada paciente.
💊 Apresentações disponíveis no Brasil (Rename)
• Comprimidos de 5 mg
• Solução oral de 0,2 mg/mL
Para gestantes que necessitam apenas das doses habituais recomendadas, a formulação líquida pode representar uma alternativa mais adequada para o uso racional do medicamento.
Saiba mais
Para aprofundar o tema, os profissionais e estudantes interessados podem acessar o texto técnico completo “Ácido fólico na gravidez: abordagem equilibrada e individualizada”, elaborado pela farmacêutica Carolina Maria Xaubet Olivera (CRF/DF 7693), do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim) e da Comissão Técnica de Educação (CTEC) do Conselho Federal de Farmácia (CFF), com revisão das farmacêuticas Alessandra Russo e Rogério Hoefler.
Sincofarma/SP — Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo
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