Ministério da Saúde amplia acesso à insulina glargina no SUS para todo o país.
Nova fase amplia o acesso à insulina glargina para crianças, adolescentes e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes. Primeira remessa nacional prevista para junho de 2026.
Fonte: Um Diabético · Foto: Reprodução
O Ministério da Saúde publicou, nesta terça-feira (16/6), a Nota Técnica Conjunta nº 169/2026, que amplia a estratégia de transição da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A principal mudança é que a iniciativa deixa de ficar restrita ao projeto-piloto realizado em quatro unidades federativas (Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná) e passa a ter autorização para implementação em todo o país, de forma gradual.
👥 Quem pode receber a insulina glargina nesta nova fase
• Crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, de 2 a 17 anos
• Pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1
• Pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 2
• Critérios contemplam também pessoas com diagnóstico recente
A idade mínima para idosos foi reduzida: o projeto-piloto priorizava pessoas com 80 anos ou mais, e a nova estratégia passa a incluir pessoas a partir de 70 anos. Adolescentes que completarem 18 anos durante a implementação poderão permanecer no esquema terapêutico já definido, sem interrupção do tratamento.
Por que a mudança
A decisão ocorre em um cenário de restrição global na produção de insulinas humanas, incluindo a NPH. O governo busca garantir o abastecimento contínuo dos medicamentos e ampliar as opções terapêuticas disponíveis na Atenção Primária à Saúde. A implementação não ocorrerá ao mesmo tempo em todo o país — estados e municípios organizarão a transição conforme a disponibilidade logística local.
Como será feita a troca da NPH pela glargina
💊 Orientações de conversão de dose
• Pacientes que usam NPH uma vez ao dia: podem manter a mesma dose na conversão
• Pacientes que usam NPH duas ou mais vezes ao dia: devem iniciar a glargina com redução de aproximadamente 20% da dose total diária anterior
• A dose deve ser ajustada individualmente, considerando a glicemia de jejum, com monitoramento mais frequente nas primeiras semanas
O que cada paciente receberá pelo SUS
A estratégia prevê a distribuição de caneta reutilizável, carpules ou tubetes de insulina glargina 100 UI/mL e agulhas de 4 mm para aplicação. Farmacêuticos deverão orientar os pacientes sobre a montagem da caneta, teste de fluxo, armazenamento e aplicação correta da insulina.
A primeira remessa nacional está prevista para junho de 2026, com distribuição progressiva conforme o número de pacientes elegíveis e a capacidade de armazenamento de cada território. Pacientes já atendidos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) seguem, por ora, as regras atuais.
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