Sincofarma SP

Empresas enfrentam dificuldades para mapear riscos psicossociais exigidos pela NR-1

Compartilhe:

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
NR-1: por que as empresas ainda têm dificuldade para se adequar | Sincofarma/SP
Sincofarma / SP
Gestão & Saúde Ocupacional · Junho de 2026
NR-1 & Riscos Psicossociais

NR-1: por que muitas empresas ainda têm dificuldade para se adequar aos riscos psicossociais.

Falta de integração entre áreas, ausência de metodologia única e preparo das lideranças estão entre os principais desafios para atender às exigências da norma.

Fonte: Contábeis  ·  Foto: Reprodução

A entrada em vigor das novas exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) trouxe um desafio adicional para empresas de todos os portes: identificar, avaliar e monitorar os riscos psicossociais presentes no ambiente de trabalho. Especialistas alertam que muitas companhias ainda enfrentam dificuldades para transformar a exigência legal em um processo efetivo de gestão.

O principal obstáculo é a compreensão equivocada de que a adequação se resume à aplicação de questionários ou a ações isoladas de bem-estar. Na prática, a norma exige que os fatores psicossociais sejam incorporados ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), com identificação dos perigos, avaliação dos riscos, definição de medidas preventivas e monitoramento contínuo.

“A atualização da NR-1 não trata apenas de saúde mental, mas da forma como o trabalho é organizado dentro das empresas. Trata-se de um processo estruturado de gestão, que exige integração entre diferentes áreas e uma atuação contínua.”

— Eleine Passos, consultora organizacional da Consultoria Impacto Humano (CIH)

Falta de integração dificulta adequação

Historicamente, a gestão de riscos ocupacionais ficava concentrada nas áreas de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). No entanto, fatores psicossociais estão ligados à cultura organizacional, liderança, metas, comunicação e relações interpessoais.

⚙ Áreas que precisam atuar de forma integrada

RH · SST · Jurídico · Medicina do Trabalho · CIPA · Comunicação Interna · Lideranças · Alta gestão

Outro ponto de insegurança é a ausência de uma metodologia única definida pelo governo. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), não existe ferramenta obrigatória para avaliação dos riscos psicossociais — cabe a cada empresa definir métodos adequados à sua realidade.

Sobrecarga e liderança despreparada são os principais riscos

⚠ Fatores mais negligenciados pelas empresas

•  Sobrecarga de trabalho e metas excessivas

•  Falta de clareza sobre funções e responsabilidades

•  Jornadas prolongadas e baixa autonomia para decisões

•  Ausência de reconhecimento profissional e conflitos interpessoais

•  Assédio moral, falhas de comunicação e lideranças despreparadas

“Muitas organizações ainda associam saúde mental apenas a questões individuais, quando diversos fatores organizacionais podem desencadear ou agravar quadros de estresse, ansiedade e esgotamento emocional.”

— Milena Mendes, especialista em saúde mental corporativa

O risco de transformar a NR-1 em mera burocracia

Segundo Milena, os riscos psicossociais não podem ser avaliados apenas por formulários ou documentos. É necessário investigar a realidade da empresa, ouvir os trabalhadores e analisar clima organizacional, liderança, processos e indicadores de saúde ocupacional.

📊 Dados do relatório GPTW — Tendências em Gestão de Pessoas 2026

•  Apenas 22% das empresas iniciaram treinamentos sobre NR-1 para suas lideranças

•  Apenas 35,3% das organizações já realizaram o mapeamento dos riscos psicossociais

Com a fiscalização cada vez mais atenta à gestão dos riscos ocupacionais, especialistas avaliam que as empresas que tratarem o tema apenas como obrigação documental poderão enfrentar dificuldades para comprovar conformidade.

Serviço Sincofarma/SP

NR-1 — Adequação à Gestão de Riscos Ocupacionais

O Sincofarma/SP, em parceria com a Mafit Consultoria e Treinamento, oferece atendimento exclusivo para adequar sua farmácia ou drogaria à NR-1: inventário de risco, avaliação, laudo técnico e PGR quando necessário — cobrindo todo o Estado de São Paulo, para associados e não associados.

Responsável técnica: Suely Murtinho — psicóloga, mais de 40 anos de experiência em RH, Segurança do Trabalho e varejo farmacêutico.