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Canetas emagrecedoras podem chegar ao SUS com até 90% de desconto

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Canetas emagrecedoras podem chegar ao SUS com até 90% de desconto
Saúde Pública

Canetas emagrecedoras podem chegar ao SUS com até 90% de desconto

Ministério da Saúde projeta orçamento de cerca de R$ 1,5 bilhão por ano para incorporar os medicamentos contra obesidade e garantir acesso gratuito à população

Fonte: Ministério da Saúde · 28/09/2026

As chamadas canetas emagrecedoras deixaram de ser exclusivas de quem pode pagar mais. Em menos de um ano, o preço desses medicamentos caiu cerca de 70% nas farmácias, e o Ministério da Saúde agora trabalha para ampliar o acesso por meio da incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

-70%
queda de preço nas farmácias em menos de 1 ano
80-90%
redução projetada com escala do SUS
R$ 1,5 bi
orçamento anual estimado para a incorporação

A estimativa inicial é de um orçamento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano para oferecer os medicamentos gratuitamente à população de forma ampla, a partir da escala do sistema público e da garantia de produção nacional.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, uma série de ações barrou a tentativa de prorrogação de patente, viabilizou a produção nacional e chamou fabricantes a registrar novos produtos — ampliando o acesso, que “deixou de ser só para ricos”.

— Alexandre Padilha, ministro da Saúde

Mais produtos, mais concorrência

A queda de preços veio acompanhada da multiplicação de produtos disponíveis no mercado. A partir de um chamamento do Ministério da Saúde e da Anvisa, ainda em 2025, para estimular a entrada de novos fabricantes, 16 novos produtos foram registrados apenas em 2026 — incluindo genéricos e similares, sendo pelo menos quatro deles produzidos no Brasil. Segundo dados da Anvisa, o número de pessoas que usam canetas emagrecedoras passou de aproximadamente 400 mil para mais de 750 mil por mês.

Pedido de avaliação já está na Conitec

A partir desses resultados, o Ministério apresentou nesta semana um pedido de avaliação desse tipo de medicamento à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por decidir sobre a incorporação de novas tecnologias ao sistema público.

Impacto esperado, segundo o Ministério

  • Redução do volume de cirurgias bariátricas
  • Menos internações por doenças cardiovasculares
  • Redução de internações por recidiva de câncer associada à obesidade
  • Uso combinado com alimentação saudável e atividade física — não como solução isolada

Alinhamento com diretrizes da OMS

A iniciativa segue recomendações recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 no tratamento da obesidade. A entidade destaca a importância dessas terapias dentro de estratégias amplas de cuidado — associadas a alimentação saudável, atividade física e outras medidas de saúde pública — e reforça a necessidade de ampliar o acesso e reduzir preços, garantindo equidade nos sistemas de saúde.

O Ministério também cita o crescimento da Academia da Saúde, programa de atividade física integrado à Atenção Primária: as atividades saltaram de 331,6 mil, em 2022, para 492,1 mil em 2025 — alta de 48,5%. A política prevê 582 novos estabelecimentos credenciados em 448 municípios, com investimento de R$ 80,7 milhões.

Matéria baseada em comunicado oficial do Ministério da Saúde, publicado em 28/09/2026. Leia a íntegra em gov.br/saude.