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Vacina de herpes-zóster: quando tomar depois da infecção e por que ela não está no SUS

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Vacina de herpes-zóster: quando tomar depois da infecção e por que ela não está no SUS
Saúde

Vacina de herpes-zóster: quando tomar depois da infecção e por que ela não está no SUS

Sociedades médicas recomendam a vacinação inclusive para quem já teve cobreiro; o SUS decidiu, por ora, não incorporar o imunizante

Fonte: SBIm e Ministério da Saúde/Conitec · 14/10/2026

Quem já teve herpes-zóster, o popular cobreiro, também deve se vacinar. É o que recomenda a nota técnica da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e de outras sociedades médicas sobre a vacina recombinante Shingrix®, de 29/09/2025. O imunizante, porém, continua fora do Programa Nacional de Imunizações: em janeiro de 2026, o Ministério da Saúde decidiu não incorporá-lo ao SUS, com base em parecer da Conitec.

Quem deve tomar

Indicação segundo a nota técnica

  • Adultos com 50 anos ou mais, como vacina preferencial para prevenção do herpes-zóster.
  • Adultos a partir de 18 anos com comorbidades ou imunocomprometimento, caso em que se recomenda considerar a vacinação.
  • Quem já teve herpes-zóster.
  • Quem tem ou não histórico de varicela, ou já recebeu a vacina atenuada (Zostavax®).

Quando tomar depois de ter tido a doença

A SBIm sugere vacinar a partir de 6 meses após o episódio agudo. Se houver risco de a pessoa perder a oportunidade de se vacinar, a recomendação pode ser feita logo após a resolução do quadro. Como a orientação varia entre fontes, o intervalo ideal deve ser definido com o médico ou o serviço de vacinação.

Esquema de doses

São duas doses de 0,5 mL, por via intramuscular, com intervalo de 2 meses, que pode chegar a até 6 meses quando necessário. O intervalo mínimo é de 4 semanas, e doses aplicadas em prazo menor devem ser desconsideradas. Se o intervalo passar de 6 meses, não é preciso reiniciar o esquema. Quem recebeu a vacina atenuada antes pode iniciar a Shingrix® com intervalo mínimo de 2 meses, e a dose antiga não conta como primeira.

Nos estudos pivotais citados pela nota técnica, a vacina teve eficácia superior a 90% na prevenção de episódios agudos, inclusive em maiores de 70 anos.

Por que não está no SUS

O Ministério da Saúde anunciou em 14/01/2026 que a vacina não será incorporada ao SUS por enquanto. A Conitec reconhece a relevância clínica do imunizante, mas considera inviáveis, para adoção imediata, o custo elevado e o impacto orçamentário. O público avaliado foi o de idosos a partir de 80 anos e pessoas imunocomprometidas com 18 anos ou mais. A decisão pode ser reavaliada se surgirem novos dados ou mudanças de preço.

Atenção a situações especiais

  • Transplantados, pacientes oncológicos e imunocomprometidos têm orientações específicas de momento da vacinação.
  • Para gestantes, não há experiência de uso, e a vacina não é recomendada como rotina.
  • Eventos adversos mais comuns são dor, inchaço e vermelhidão no local, além de cansaço, febre e dores musculares, em geral leves a moderados.
  • A vacina pode ser aplicada junto com as de influenza, pneumocócica e dTpa.

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Matéria baseada na nota técnica da SBIm e sociedades sobre a Shingrix® (sbgg.org.br, 29/09/2025) e em noticiário sobre a decisão do Ministério da Saúde/Conitec (Times Brasil). As informações não substituem a avaliação médica.