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Cientistas criam vacina universal em spray nasal

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Imunizante protege contra Covid-19, gripe e pneumonia.

 

Pesquisadores da Escola de Medicina de Stanford estão avançando no desenvolvimento de uma vacina universal contra diferentes doenças respiratórias. Administrado por spray nasal, o imunizante mostrou-se promissor no estudo com camundongos. As informações são do O Globo.

 

A revista Science publicou, na quinta-feira, dia 19, os resultados. Os animais vacinados, segundo os cientistas, demonstraram proteção contra o SARS-CoV-2, outros tipos de coronavírus, bactérias comuns em infecções hospitalares e até mesmo contra ácaros domésticos.

 

 

Vacina universal dispensaria atualizações

Segundo o líder do estudo, o professor de microbiologia e imunologia Bali Pulendran, as vacinas baseadas na especificidade antigênica, ou seja, que apresentam ao sistema imunológico uma parte reconhecível do patógeno para que o corpo aprenda a combatê-lo, enfrentam limitações. “Está ficando cada vez mais claro que muitos patógenos são capazes de sofrer mutações rapidamente”, diz.

 

O novo imunizante, por sua vez, não copia partes específicas de vírus ou bactérias. Ele imita os sinais de comunicação trocados entre células do sistema imunológico durante uma infecção, integrando de forma coordenada as respostas imunes inata e adaptativa. “O notável é que ele pode proteger contra uma ampla variedade de microrganismos diferentes”, afirma o pesquisador.

 

Camundongos permaneceram protegidos por pelo menos três meses

Inicialmente conhecida como GLA-3M-052-LS+OVA, a vacina foi projetada para reproduzir esses sinais e manter o sistema imune dos pulmões em estado de alerta. Nos testes, os camundongos receberam três doses e permaneceram protegidos contra o SARS-CoV-2 e outros coronavírus por pelo menos três meses.

 

Os pesquisadores também testaram o imunizante contra bactérias respiratórias e observaram proteção semelhante. Já ao expor os animais a proteínas de ácaros, eles verificaram que os vacinados apresentaram uma resposta inflamatória muito menor e preservaram as vias aéreas. A próxima etapa será iniciar os testes de segurança em humanos (fase 1). Se os resultados forem positivos, o estudo será expandido.

 

Fonte: Panorama Farmacêutico
Foto: Reprodução