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Governo endurece regras para preço de novos medicamentos e limita valores acima dos praticados no exterior

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CMED endurece regras de precificação de medicamentos | Sincofarma/SP
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Mercado Farmacêutico & Regulação · Maio de 2026
CMED & Precificação

Nova resolução da CMED redefine critérios para inovação farmacêutica e limita preço de lançamento ao menor valor cobrado em países de referência.

As novas regras entraram em vigor na data de publicação da resolução, nesta quinta-feira (28).

Fonte: G1  ·  Foto: Reprodução

O governo federal publicou nesta quinta-feira (28) uma nova regra que altera a forma como são definidos os preços de novos medicamentos e de novas apresentações de remédios no Brasil. A medida foi aprovada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por estabelecer os preços máximos que podem ser praticados pela indústria farmacêutica no país.

⚙ Principais mudanças da nova resolução

•  O preço de lançamento não poderá superar o menor valor praticado para o mesmo produto nos países de referência adotados pela CMED

•  Os critérios para classificação de inovação incremental foram endurecidos — mudanças simples como alterações estéticas, troca de embalagem ou mudança de nome comercial deixam de ser reconhecidas como inovação

•  Empresas que alegarem benefícios adicionais precisarão apresentar documentação comprobatória

•  Em alguns casos, empresas poderão discutir previamente com a CMED o racional utilizado para justificar o valor pretendido

O que muda na prática

As alterações afetam principalmente empresas que buscam lançar novos medicamentos ou apresentar versões modificadas de produtos já disponíveis no mercado. A partir de agora, fabricantes que alegarem benefícios adicionais — como maior eficácia, mais segurança para o paciente ou redução de custos para o sistema de saúde — precisarão apresentar documentação que comprove essas vantagens.

A resolução também prevê que a CMED leve em consideração o grau de inovação do produto e eventuais vantagens terapêuticas ao analisar pedidos de preços.

Menor preço internacional passa a ser referência

Um dos pontos centrais da norma é a inclusão de uma regra mais rígida para medicamentos cuja precificação utiliza comparações internacionais. Segundo o texto, o preço-fábrica proposto pela empresa não poderá ser superior ao menor valor praticado para o mesmo produto nos países de referência adotados pela CMED, considerando também os impostos aplicáveis.

A medida busca evitar que medicamentos cheguem ao mercado brasileiro com preços superiores aos cobrados em outros países.

Empresas podem ser punidas

⚠ Sanções previstas

A resolução estabelece que empresas que publicarem ou comercializarem medicamentos por preços superiores aos autorizados pela CMED estarão sujeitas às sanções previstas na legislação do setor.

📋 Vigência imediata

As novas regras entraram em vigor na data de publicação da resolução, nesta quinta-feira (28).