CVS passa a vender remédios veterinários em 9 mil lojas nos EUA — e o Brasil já segue o mesmo caminho.
A maior rede de drogarias do mundo integrou insulinas, antibióticos e analgésicos veterinários ao seu modelo. No Brasil, Drogaria Araujo, São João, RD Saúde e outras já apostam na categoria pet como diferencial competitivo.
Fonte: Panorama Farmacêutico · Foto: Reprodução
A CVS Health, maior rede de drogarias do mundo, passou a disponibilizar remédios veterinários prescritos em suas cerca de 9 mil lojas nos Estados Unidos — incluindo insulinas, antibióticos, analgésicos e tratamentos para alergias. O movimento confirma uma tendência global que o varejo farmacêutico brasileiro já vive há pelo menos dois anos: a farmácia como destino completo de cuidados de saúde para toda a família, incluindo os pets.
📋 O modelo CVS nos EUA
• Medicamentos veterinários prescritos disponíveis nas ~9 mil lojas
• Cliente pode apresentar receita em papel ou solicitar transferência direta pelo veterinário
• Integração com aplicativo e delivery domiciliar
• Marca própria Pet Central para artigos pet
• Proposta: farmácia como destino único para cuidados de saúde de toda a família
O que as redes brasileiras já estão fazendo
🐾 Movimento do varejo farmacêutico nacional
• Drogaria Araujo (MG): laboratório próprio em BH focado em manipulação veterinária — ~1.200 doses/dia, com formatos como biscoitos e pastas com sabor de carne ou peixe para facilitar a adesão
• Farmácias São João: linha própria São João Pet em mais de 1.200 filiais — higiene, alimentos e conveniência
• RD Saúde, Pague Menos, Drogaria São Paulo, Panvel, Nissei e Venancio: seções fixas dedicadas a animais em seus marketplaces
Atenção ao marco regulatório no Brasil
⚠ O que é permitido — e o que exige licença específica
• Artigos correlatos (tapetes higiênicos, coleiras, shampoos): permitidos pela Lei nº 5.991/1973 desde que enquadrados na licença sanitária do estabelecimento
• Medicamentos de uso veterinário exclusivo: regulados principalmente pelo MAPA (Ministério da Agricultura) — não pela Anvisa — e com regras distintas dos fármacos humanos
• Não existe permissão automática para todas as farmácias atuarem nessa área — é necessário obter autorizações e licenças específicas junto aos órgãos de vigilância sanitária locais e estaduais
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