Delivery acelera em supermercados e farmácias e amplia desafio da conciliação financeira.
Avanço das compras por aplicativo impulsiona as vendas, mas aumenta a necessidade de conferir taxas, cancelamentos, cupons, fretes e valores efetivamente repassados aos estabelecimentos.
Fonte: Carta Capital · Foto: Reprodução
O delivery deixou de ser um serviço restrito a restaurantes e lanchonetes para entrar na rotina de compra dos brasileiros. Hoje, 88% da população recorre ao canal com frequência, enquanto supermercados e farmácias ampliam sua presença nas plataformas digitais como estratégia de conveniência e expansão de vendas.
Somente o setor de alimentação movimentou US$ 21 bilhões em 2025, com projeção de alcançar US$ 27,8 bilhões até 2029. Já as vendas digitais do varejo alimentar somam mais de R$ 90 bilhões e devem crescer cerca de 16% ao ano.
Em São Paulo, 48% dos supermercados operam com e-commerce, ante 32% em 2023. Do total, 42% das redes já oferecem entrega por delivery. Em plataformas especializadas, os pedidos da categoria supermercados cresceram mais de 34% no último ano.
Farmácias apostam na conveniência
No setor farmacêutico, que faturou R$ 271 bilhões em 2025, o delivery também passou a integrar as estratégias de conveniência e relacionamento com o consumidor. Segundo os levantamentos apresentados, o canal representa um incremento médio de 8% nas vendas das farmácias.
O crescimento acompanha a expansão do e-commerce entre farmácias de bairro e redes de grande porte, enquanto a integração entre loja física e ambiente digital se consolida como parte da jornada de compra.
Impacto médio do delivery nas vendas
• Supermercados: incremento médio de 3%.
• Farmácias: incremento médio de 8%.
• Restaurantes: cerca de 20% do faturamento.
Mais pedidos, mais variáveis financeiras
Conforme o volume de pedidos aumenta, a rotina financeira também se torna mais complexa. Nas vendas por cartão de crédito, as divergências costumam estar relacionadas a cancelamentos ou taxas diferentes das condições contratadas. No delivery, o número de variáveis é ainda maior.
O que pode alterar o valor final recebido
• Cupons promocionais.
• Indisponibilidade de produtos.
• Alterações de pedido e cancelamentos parciais.
• Taxas de serviço e frete.
• Pagamentos por voucher corporativo.
Cada um desses fatores exige uma conferência própria dentro da operação financeira para garantir que o valor repassado pela plataforma corresponda efetivamente ao que deveria chegar ao caixa do estabelecimento.
“O delivery é hoje uma importante alavanca de crescimento para supermercados, farmácias e diversos outros segmentos do varejo. Porém, quanto maior o volume de pedidos, maior também é a necessidade de controle sobre os valores que efetivamente chegam ao caixa. Sem uma conciliação financeira estruturada, pequenas divergências podem se acumular e comprometer parte da rentabilidade conquistada com o aumento das vendas.”
— Marcos Elias, líder comercial da Boavista Tecnologia
Delivery aumenta risco de divergências
O avanço do canal digital exige que as empresas passem a olhar para o delivery também sob a perspectiva operacional e financeira. Cada etapa, da confirmação do pedido ao pagamento final, precisa ser validada.
Sem acompanhamento estruturado, pequenas falhas podem se acumular ao longo dos meses e afetar o resultado das operações.
“O varejo investiu nos últimos anos para ampliar sua presença digital e oferecer mais conveniência ao consumidor. Agora, o próximo passo é garantir inteligência financeira para essa operação. A conciliação permite identificar inconsistências rapidamente, reduzir perdas e dar segurança para que o delivery continue crescendo de forma saudável e sustentável.”
— Marcos Elias, Boavista Tecnologia
Conciliação financeira ganha espaço
Diante do volume crescente de pedidos, empresas de tecnologia financeira passaram a oferecer soluções de conferência automatizada entre plataformas de delivery e os sistemas internos das redes.
Por que a conciliação ganha importância
• Identifica inconsistências nos repasses.
• Facilita a conferência de taxas, fretes e cancelamentos.
• Reduz perdas acumuladas ao longo da operação.
• Melhora o controle da rentabilidade do canal digital.
• Dá maior segurança para a expansão sustentável do delivery.
À medida que o delivery ocupa uma parcela maior do faturamento de supermercados e farmácias, controlar cada transação passa a ser tão relevante quanto conquistar novos pedidos. A conferência dos valores recebidos se torna, assim, parte essencial da rentabilidade dessas operações.
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