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Aspirina pode reduzir demência em idosos, mas traz riscos, diz estudo

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Aspirina pode reduzir demência em idosos, mas traz riscos, diz estudo
Saúde

Aspirina pode reduzir demência em idosos, mas traz riscos, diz estudo

Pesquisa da Universidade Monash, na Austrália, aponta benefício em um grupo com predisposição genética específica, mas com aumento do risco de sangramentos graves

Fonte: CNN Brasil · 26/10/2026

Cientistas da Universidade Monash, na Austrália, identificaram que a aspirina em baixa dose pode estar associada a uma redução do risco de demência em idosos com um perfil genético específico. O mesmo grupo, porém, teve aumento do risco de sangramentos graves. Os dados foram divulgados pela CNN Brasil em 26 de outubro de 2026.

Atenção: não é indicação de uso

Os resultados não indicam que idosos devam tomar aspirina para prevenir demência. A reportagem não traz recomendação clínica, e o uso do medicamento deve ser sempre orientado pelo médico.

Como foi a pesquisa

O que se sabe sobre o estudo

  • Participantes: pessoas com 65 anos ou mais, sem doença cardiovascular, demência ou incapacidade física grave no início do estudo;
  • Intervenção: uso de aspirina ou placebo, com acompanhamento profissional;
  • Método: análise de subgrupos genéticos, avaliando a interação entre a aspirina e um “escore de risco poligênico”, que mede o risco genético para a doença;
  • Tempo: os efeitos apareceram após 2 ou 3 anos de tratamento.

O que os pesquisadores encontraram

Em pessoas com predisposição genética a uma contagem elevada de plaquetas, a aspirina em baixa dose esteve associada a uma redução de até três vezes e meia no risco de demência. Nesse mesmo grupo, o risco de sangramentos graves aumentou cerca de duas vezes.

Os genótipos ligados ao Alzheimer e à demência não mostraram interação com a aspirina. Segundo o estudo, a resposta ao remédio está ligada à biologia das plaquetas, e não aos fatores de risco para neurodegeneração. Das 112 interações analisadas, 18 estavam relacionadas a traços plaquetários.

O que a reportagem não informa

Limites do estudo

A matéria não informa a revista em que o estudo foi publicado, o tamanho da amostra nem o período exato de acompanhamento. Também não traz as limitações do trabalho nem comentários de outros pesquisadores. Resultados de análises de subgrupos costumam precisar de confirmação em novas pesquisas, o que não aparece na reportagem e é uma observação do Sincofarma.

Matéria baseada em reportagem da CNN Brasil, publicada em 26/10/2026. As informações não substituem a avaliação médica.