São Paulo distribui sensores de glicose gratuitos para crianças com diabetes tipo 1.
Medida deve beneficiar 1.584 pacientes de 2 a 12 anos cadastrados na rede municipal, eliminando a necessidade de picadas diárias nos dedos.
Fonte: Um Diabético · Foto: Reprodução
A Prefeitura de São Paulo iniciou a distribuição gratuita de sensores de glicose para crianças de 2 a 12 anos com diabetes tipo 1 cadastradas na rede municipal de saúde. A medida deve beneficiar 1.584 pacientes e prevê fornecimento contínuo dos dispositivos pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), por meio do Programa de Automonitoramento Glicêmico (Pamg), previsto na Lei nº 18.306.
📱 Como funciona o monitoramento contínuo
• Monitora os níveis de glicose ao longo do dia e da noite, sem múltiplas picadas diárias
• Crianças de 2 a 9 anos: sensor acompanhado de leitor dedicado
• Crianças de 10 a 12 anos: dados acessados por aplicativo no smartphone, com alertas em tempo real
• Recomendação técnica: substituição do sensor a cada 15 dias
“A partir de agora é um direito das crianças poderem ter esse sensor e assim melhorar muito a sua qualidade de vida.”
— Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo
O impacto nas famílias
Roseli Alves dos Santos, mãe de Pedro Felipe, de 11 anos, relatou a mudança na rotina do filho, que precisava medir a glicemia entre cinco e oito vezes por dia.
“Agora a vida vai mudar para melhor. Como ele vai fazer o monitoramento pelo sensor, evita a picada no dedo, que às vezes ele reclamava, sentia dor e chorava. Eu não conseguiria pagar porque é um valor muito alto.”
— Roseli Alves dos Santos, mãe de Pedro Felipe
O próprio Pedro descreveu a experiência com o novo dispositivo: “Só faz uma cosquinha para colocar, mas não dói. É muito melhor que as picadas.”
👨👩👧 Outras famílias beneficiadas
Ana Laura, de 9 anos, relatou que as medições “doía e me deixava estressada”. Seu pai, Diego Rocha, afirmou que o custo do sensor estava fora do orçamento familiar, e que a filha já precisou de duas internações relacionadas ao diabetes.
Murilo, de 4 anos, diagnosticado com glicogenose tipo 1B (doença rara com episódios graves de hipoglicemia), já teve mais de 20 internações. Segundo o pai, Henrique Santos de Jesus, o sensor “vai trazer uma outra qualidade de vida para ele e para a nossa família”.
Capacitação das equipes de saúde
Para colocar a nova política em funcionamento, a Secretaria Municipal da Saúde capacitou 511 profissionais das cinco Coordenadorias Regionais de Saúde da capital, com o objetivo de orientar famílias e pacientes sobre o uso correto dos dispositivos e garantir o fornecimento contínuo nas unidades de acompanhamento.
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