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“Café dos Campeões”? Anvisa reforça: medicamento controlado NÃO é sinônimo de energia

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“Café dos Campeões”? Anvisa alerta: medicamento controlado não é sinônimo de energia
Alerta Sanitário

“Café dos Campeões”? Anvisa reforça: medicamento controlado NÃO é sinônimo de energia

Orientação ao consumidor é papel diário do balcão da farmácia

Um alerta divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chama atenção para um comportamento perigoso que vem se espalhando nas redes sociais: vídeos caseiros que ensinam a misturar medicamentos controlados com energéticos, prometendo mais disposição e “alta performance” para o dia a dia. A Anvisa é categórica — medicamento não deve, em nenhuma hipótese, ser usado de forma recreativa.

Para o varejo farmacêutico, o alerta reforça um ponto sensível da rotina: é no balcão da farmácia que muitas dessas dúvidas chegam primeiro, e é ali que a orientação correta pode evitar um problema grave de saúde.

O risco é real e vai além do “efeito colateral leve”. Cardiologistas apontam que a mistura de medicamentos controlados com cafeína e taurina pode provocar taquicardia e elevação da pressão arterial, com risco de colapso mesmo em pessoas jovens e sem histórico de doença cardíaca.

Por que a automedicação recreativa preocupa

Segundo a Anvisa, todo medicamento passa por avaliação de riscos e benefícios antes do registro, e essas informações constam na bula justamente para orientar profissionais de saúde e pacientes. Quando o uso acontece fora dessa lógica — sem necessidade clínica e sem orientação —, o paciente fica exposto apenas aos riscos, sem nenhum benefício terapêutico.

Riscos do uso recreativo de medicamentos controlados

  • Dependência física, química ou psicológica;
  • Alterações na forma de sentir e pensar;
  • Maior exposição a acidentes e situações de violência (quedas, brigas);
  • Problemas cardíacos e aumento da pressão arterial quando combinado a cafeína e taurina;
  • Risco de colapso, inclusive em pessoas jovens e sem histórico cardíaco.

O papel do atendente e do farmacêutico na orientação

É exatamente nesse ponto que a atuação dos profissionais de farmácia faz diferença. O atendimento no balcão não deve se limitar à venda — é o momento de identificar sinais de uso indevido, esclarecer que cansaço persistente pode indicar um problema de saúde a ser investigado (como anemia, alterações na tireoide, apneia do sono ou depressão) e reforçar, sempre, que a busca por mais energia não passa por medicamento controlado sem prescrição.

Pontos que merecem reforço na orientação ao cliente

Cansaço frequente não se resolve com automedicação. O caminho correto é a avaliação médica, capaz de identificar a causa real do sintoma e indicar o tratamento adequado — e, quando envolver medicamento controlado, sempre com acompanhamento e monitoramento contínuo das doses.

Alternativas saudáveis que podem ser recomendadas

A própria Anvisa lembra que existem formas seguras e comprovadas de melhorar a disposição no dia a dia, sem recorrer a medicamentos fora de prescrição: prática regular de atividade física, sono adequado, alimentação equilibrada, boa hidratação e momentos de lazer. São orientações simples, mas que fazem parte do papel educativo que a farmácia pode desempenhar junto à comunidade.

Capacitação faz diferença no atendimento

Farmácias e drogarias associadas ao Sincofarma/SP contam com cursos de capacitação certificados por universidade parceira, reconhecidos com o prêmio de Melhores Boas Práticas pela CNC em 2023 — conteúdos que unem exigências regulatórias, fiscalização e formação técnica aplicada à rotina do balcão, incluindo temas de orientação ao paciente e uso racional de medicamentos.

Dúvidas sobre orientação ao paciente, dispensação de controlados ou exigências regulatórias da sua farmácia? O Sincofarma/SP tem suporte especializado para associados.

Assuntos Regulatórios Cursos de Capacitação

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — “Café dos campeões? Medicamento controlado NÃO é sinônimo de energia”, publicado em 04/09/2026.